Apesar dos bons resultados nas vendas de PC, HP ainda sofre com prejuízos

Por Redação | 25 de Agosto de 2016 às 11h27
photo_camera BRUNO HYPOLITO / CANALTECH

A HP Inc, gigante das impressoras e computadores pessoais, informou nesta quinta-feira (25) que seu lucro trimestral caiu 4% em relação ao ano passado, para US$ 11,9 bilhões. O novo dado representa a terceira queda seguida desde que a empresa se separou em novembro do ano passado da sua irmã maior focada em hardware para data center, a Hewlett Packard Enterprise.

Em 2014, a Hewlett Packard Company se empenhou bastante durante todo o ano para dividir-se em duas empresas, uma focada em data centers e TI corporativa e outra especializada em PCs e impressoras. A ideia era que, dividida em duas empresas menores, seria mais fácil reagir e competir de forma mais eficiente nas respectivas áreas de atuação em meio a um mercado de tecnologia em constante evolução. No entanto, relatórios recentes sobre os lucros mostram que é difícil recuperar uma empresa com vendas em baixa.

Workstation HP

Ainda assim, houve alguns pontos positivos nos resultados divulgados. Por um lado, a HP disse que suas vendas de notebooks e desktops se mantiveram estáveis em relação ao ano anterior, gerando US$ 7,5 bilhões. O valor é realmente notável, levando em conta que o mercado global de computadores continua em declínio. Na conferência, o CEO Dion Weisler disse que uma das razões para a manutenção das vendas nesse ramo foi a forte demanda por computadores de alta performance exigidos por gamers.

No entanto, os resultados das vendas de computadores não foram suficientes para a HP dizer que seu negócio está indo bem. A empresa projetou para o seu quarto trimestre ganhos de US$ 0,34 a US$ 0,37 por ação, contra os US$ 0,41 centavos esperados por analistas de Wall Street. Cathie Lesjak, diretora financeira da HP, disse que uma das razões para a empresa estar projetando para menos é que, apesar das vendas de PCs estarem estáveis, a companhia tem trabalhado bastante e investido grandes quantias de dinheiro para aumentar as vendas das suas impressoras top de linha. O objetivo é vender os aparelhos em lugares de muita demanda para que seja possível vender mais suprimentos relacionados a elas.

Apesar do bom resultado obtido com os computadores de mesa, Weisler concorda com as previsões das principais empresas de análise e acredita que as vendas para o restante de 2016 serão mais fracas comparadas a primeira metade do ano. Outro dado importante é que as vendas de Chrombooks recém-lançados cresceram, embora números específicos não tenham sido revelados. Para Weisler, a demanda por esses dispositivos tem aumentado bastante, principalmente por empresas dos setores financeiros que buscam por equipamentos mais baratos.

Via: Fortune

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