Apenas 7% das empresas na América Latina usam Internet das Coisas, aponta estudo

Por Redação | 01 de Setembro de 2016 às 09h09

A Internet das Coisas tem um grande potencial de alterar a maneira como as pessoas se relacionam com seus dispositivos ou até mesmo no dia a dia. Não tão presente assim - ainda - na vida de um usuário comum, as empresas estão começando a observar as vantagens do uso desse tipo de ferramenta. No entanto, o número de corporações que voltaram seus olhos para a IoT ainda é muito pequeno. De acordo com estudo recente feito pela Frost & Sullivan no fim de 2015 a pedido da Progress, apenas 7% das empresas estão usando Internet das Coisas. O estudo teve o objetivo de dar uma amostra sobre a situação da Transformação Digital na América Latina e Caribe e, ao todo, 507 executivos deram entrevista.

O estudo também apontou que somente 8% das empresas disseram não ter migrado ao menos uma aplicação para a nuvem. Tais aspectos observados pelo relatório mostram que a transformação digital é um ponto-chave para o mundo corporativo, sendo possivelmente um catalisador desta modificação econômica a nível global. Análise de Big Data, Computação em Nuvem e IoT são alguns dos responsáveis pela mudança prevista.

Segundo reportagem do site CIO, a Internet das Coisas deverá "impactar praticamente todos os setores, incluindo agricultura, saúde, manufatura e governo". No caso da agricultura, a IoT pode ser eficaz no auxílio a fazendeiros em suas plantações e animais. Igualmente na saúde, possibilitando acompanhamento em tempo real dos pacientes e facilitando a saúde preventiva. Para o governo, a IoT pode ajudar na criação de cidades inteligentes.

As previsões da Frost & Sullivan para 2020 em relação à Internet das Coisas são amplas. A empresa sugere que até lá cerca de 23 bilhões de aparelhos e sensores estarão ligados, significando 10 aparelhos conectados para cada pessoa no mundo. O número elevado de conexões traz uma expectativa de US$ 1 trilhão na economia global vindos de receitas e custos economizados.

Dentre os desafios apontados pelos executivos, em primeiro lugar está lidar com ameaças de segurança. Essa é uma preocupação compreensível quando a estabilidade da rede está em discussão, especialmente devido à quantidade de dispositivos conectados capazes de receber ou enviar informações de qualquer lugar, que pode significar um risco na questão de segurança dos dados. Em segundo lugar apareceu a garantia de estabilidade na rede e em terceiro lugar a preocupação dos executivos está em alinhar TI com as estratégias de negócios da empresa.

Estudo IOT

Fonte: CIO

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