Analistas acreditam em jogos para Microsoft bater o valor de mercado de US$1 tri

Por Wagner Wakka | 08 de Junho de 2018 às 19h25

Google, Apple, Amazon e Microsoft estão em uma corrida atual para decidir qual será a primeira gigante a valer um trilhão no mercado. Atualmente, Apple lidera a corrida, mas analistas acreditam que a Microsoft pode ganhar um gás para esse caminho: e o segredo pode estar nos jogos.

Keith Weiss, um dos analistas da Morgan Stanley, empresa global de serviços financeiros, escreveu a seus clientes que “nós achamos que jogos têm sido historicamente e amplamente ignorados, incompreendidos e desvalorizados por analistas e investidores”. Ainda, na nota, ele ressaltou que a Microsoft está se construindo para ser a “Netflix dos games”.

Bom, entre os insiders da indústria dos jogos, esta não é bem uma denominação recente. A expressão se refere a uma movimentação da Microsoft em se voltar ao setor de serviços dentro das plataformas do Windows 10 e Xbox One. No ano passado, ela lançou o GamePass, programa de assinaturas que funciona de forma realmente semelhante à Netflix. Com um pagamento mensal, jogadores têm acesso ilimitado a uma biblioteca de jogos que ficam disponíveis no console ou PC enquanto o usuário for assinante. O catálogo inclui todos os jogos exclusivos do Xbox no mesmo dia do lançamento mundial.

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Mobile

Para o analista da Jefferies, Timothy O'Shea, outra boa oportunidade está no setor de mobile, no qual a Microsoft ainda engatinha. Levantamento da empresa de inteligência Newzoo mostra que as plataformas mobile representam quase metade do mercado (42%) em detrimento de PCs e consoles. A expectativa é de crescimento de 25,5% só neste ano, quando a Newzoo acredita que o mobile passe a representar mais da metade da indústria global de jogos. Em 2021, espera-se que esta parcela seja, sozinha, um mercado de mais de US$ 100 bilhões.

Este posicionamento em relação ao mercado não somente mais voltado os consoles, mas em outras plataformas, também é dividido pela Sony. O CEO da área de entretenimento da empresa, John Kodera, afirmou em recente apresentação para investidores que o futuro pode não ser mais somente a venda de jogos, mas a de serviços e a obtenção de dados para análise de mercado.

O mercado de mobile ainda é mar aberto entre as gigantes da tecnologia, uma vez que nenhum grande player, como Sony, Microsoft ou Nintendo, possui um bom dispositivo para o setor.

Streaming

Outro ponto em que analistas acreditam que a Microsoft pode apostar é no de jogos via streaming. Contudo, ainda há grandes barreiras para este setor. Diferente da Netflix, YouTube ou Amazon, em que apenas é preciso rodar um vídeo de um servidor longínquo, os jogos pedem interação precisa em tempo real. Para um mercado exigente que compra monitores, mouses e teclados mais responsivos, na casa de milissegundos, as questões técnicas para jogos via streaming ainda são incipientes.

Entretanto, empresas estão investindo em avanços para acelerar a tecnologia. “A Google, a Amazon e a Microsoft estão trabalhando em plataformas de streaming de vdeogames baseadas em nuvem projetadas para competir com o PlayStation e o Xbox, e podem ser lançadas antes do final da década", escreve o analista da Jefferies.

A Sony mesmo oferece um serviço chamado PlayStation Now, em que permite que consoles PlayStation 3 rodem games do PlayStation 4 usando a nuvem. Para títulos que exigem precisão, como jogos de plataforma, luta, corrida e esportes em geral, o sistema teve uma crítica negativa por conta de latência. A Nintendo também entrou neste setor oferecendo somente no Japão uma versão via streaming do Resident Evil VII.

Não à toa, mesmo com toda capacidade do Azure, a Microsoft ainda tenha optado por um sistema diferente no Game Pass. O serviço de assinaturas permite que o jogador faça o download do título em seu console e rode o jogo localmente, com uma tecnologia semelhante às opções de download do YouTube e Netflix.

Fonte: Business Insider

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