Amazon pode abrir mais lojas físicas nos Estados Unidos

Por Redação | 04 de Fevereiro de 2016 às 11h47

Parece que a Amazon gostou mesmo de trabalhar com lojas de verdade e um esquema de negócios mais tradicional. Tanto é que a empresa estaria se preparando para uma grande expansão de seus negócios no “mundo real”, planejando a abertura de pelo menos 300 lojas de livros nos Estados Unidos, no que enxerga ser um grande espaço para a abertura de mais um nicho de negócios.

A informação foi revelada por Sandeep Mathrani, diretor da General Growth Properties, uma das maiores administradoras de shoppings e centros comerciais dos EUA. Durante uma conferência com analistas, ele disse saber de planos de abrir “de 300 a 400 lojas de livros” no futuro próximo, mas sem revelar exatamente de onde veio essa informação.

Se verdadeira, seria uma extensão da loja conceito Amazon Books, inaugurada no começo deste ano como a única presença física da empresa em todo o mundo. Para todos os efeitos, é uma livraria tradicional, com tomos físicos, mas que tem como grande vantagem o acesso ao acervo gigantesco da companhia, permitindo que os clientes peçam títulos pela internet e economizem os custos de frete ao buscarem as edições no próprio local.

Além disso, trata-se de uma configuração no mundo real dos algoritmos de busca e catalogação de conteúdo que já são usados pela companhia em sua porção online. Aqui, o fato de uma publicação ser um lançamento importa tanto quanto os hábitos de consumo dos clientes, e é a união desses parâmetros que define quais títulos estarão nas prateleiras e os que estarão disponíveis apenas por encomenda. As avaliações de clientes no e-commerce também contam bastante, já que apenas publicações com quatro estrelas ou mais dão as caras na livraria física.

São planos ambiciosos, entretanto, e a Amazon não negou nem confirmou a veracidade deles. A empresa manteve o silêncio sobre o assunto, mas desde já dá para sentir a tensão no mercado editorial norte-americano, já que a chegada de um monstro desse tipo às ruas das cidades pode balançar significativamente esse segmento.

Fonte: The New York Times