Amazon é considerada responsável por compras in-app feitas por crianças

Por Redação | 27 de Abril de 2016 às 12h44

Depois de Apple e Google, agora é a vez da Amazon ser considerada responsável pelas compras in-app realizadas por crianças utilizando os cartões dos pais. A diferença entre os casos é que, com a companhia de Jeff Bezos, foi preciso que uma corte federal americana julgasse o caso desta maneira e desse parecer positivo a um processo que se encontra em andamento na justiça.

O caso se refere a uma disputa judicial que se alonga desde julho de 2014, quando uma ação de classe foi registrada junto à Federação de Comércio dos Estados Unidos. Na ação, pais e responsáveis acusavam a empresa de não oferecer os mecanismos necessários para evitar que crianças utilizassem indiscriminadamente os dados de seus pais na compra de conteúdos como jogos, vidas extras, roupas, itens e outros tipos de adicionais para títulos mobile.

A questão pode parecer até simples, mas causou grandes prejuízos. Os responsáveis, por exemplo, dividiam seus tablets e smartphones com os filhos, incluindo sua conta nos serviços e lojas online, onde também estavam cadastrados os cartões de crédito para pagamento. A partir daí, os pequenos tinham acesso livre para aquisição de conteúdo, muitas vezes, alega o processo, sem conhecimento de que aquilo efetivamente custava dinheiro.

Ao contrário do que aconteceu com as outras empresas que também passaram por processos assim, a Amazon decidiu contestar e afirmar, judicialmente, que não tinha responsabilidade alguma sobre a questão. Em contrapartida, Apple e Google, diante de ações semelhantes, concordaram em obter acordos junto aos reclamantes, resultando em reembolsos de mais de US$ 50 milhões.

É algo que, agora, também deve acontecer com a Amazon, só que por meios judiciais. A decisão da corte federal apenas a considerou responsável pelas compras realizadas pelos pequenos, e audiências posteriores devem definir que tipo de multas ou reembolsos deverão ser pagas, além de, talvez, obrigá-la também a realizar alterações em seus sistemas e nomenclaturas da loja online.

Essa segunda situação também atingiu Apple e Google, que como parte dos acordos, concordaram em mudar a forma de atuação em suas lojas online como forma de, principalmente, trazer mais segurança aos pais no compartilhamento de contas. No iOS, por exemplo, apenas jogos sem microtransações trazem, agora, a indicação de que são “gratuitos”, enquanto aqueles free-to-play passaram a ganhar um botão chamado “Obter”. Além disso, confirmações adicionais, com senha, são necessárias para compras online.

Fonte: Venture Beat

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