Amazon comemora agilidade dos EUA em aprovar testes com drones

Por Redação | 10.04.2015 às 19:36

Após meses e meses de brigas, discussões e críticas públicas na imprensa, parece que a relação entre a Amazon e os órgãos que regulamentam o espaço aéreo nos Estados Unidos finalmente está se tornando mais tranquila. Nesta semana, a empresa comemorou a obtenção de mais uma aprovação da FAA – a equivalente americana à nossa ANAC – para realizar novos testes com drones em solo americano.

No passado, a gigante do e-commerce já teve que esperar mais de seis meses para obter documentação do tipo, o que acabou a obrigando a levar seus experimentos com drones para fora do país. Quando a aprovação finalmente saiu, o modelo de aeronave que constava nos papeis já estava obsoleto e não era mais utilizado; ou seja, a permissão de nada serviu.

Agora, por outro lado, o momento mereceu comemoração. Segundo a Amazon, a FAA está adotando um novo sistema de aprovações que facilita a vida de empresas que já estão trabalhando ou desenvolvendo soluções relacionadas aos drones. Caso elas já tenham obtido a permissão no passado, o processo de verificação das novas concessões ficou mais rápido, apesar de ainda levar algumas semanas para ser concedido.

Junto com a documentação da Amazon, uma série de outras permissões relacionadas a produtoras de cinema e televisão, que querem utilizar as aeronaves para realizar filmagens e testes de locação, também foi concedida. Da mesma forma, a mudança na abordagem do órgão com esse tipo de equipamento também permitiu que outras companhias dos mais diferentes fins recebessem a autorização necessária para usar os drones.

A empolgação da Amazon com a notícia foi tão grande que ela chegou até mesmo a falar em um futuro distante, no qual implementará o tão sonhado sistema de entrega de produtos em poucas horas, por meio de drones. A ideia ainda está em fase preliminar de experimentação, mas com essa nova relação com a FAA, a gigante do e-commerce acredita que não terá dificuldade em chegar a um acordo para que os robôs voadores possam ser usados, o mais breve possível, para entregar os pacotes aos clientes.

Fonte: Reuters