Alphabet diz que Uber sabia a respeito de roubo de documentos confidenciais

Por Redação | 22 de Junho de 2017 às 16h38

Saiu nesta quinta (22) mais um capítulo para a interminável novela entre a Alphabet e a Uber — em que a companhia de transporte particular teria roubado documentos confidenciais sobre veículos autônomos da Waymo. Mas, antes, vamos recapitular a história: tudo começou em fevereiro quando a acusação foi feita, até que, em abril, a Uber admitiu ter encontrado os tais arquivos. Então, em maio, a companhia acabou demitindo seu chefe da divisão de carros autônomos. Agora, a Alphabet alega que a Uber sabia, desde o início, do roubo dos documentos, contrariando a defesa da empresa.

Como parte do processo judicial que vem correndo na justiça dos Estados Unidos, a Alphabet alegou que o ex-executivo Anthony Levandowski havia liderado o plano de a Uber roubar mais de 14 mil documentos de propriedade da Waymo, incluindo designs de sensores que ajudariam os veículos autônomos a entenderem o que está acontecendo a seu redor. A Alphabet alegou ainda, que o ex-CEO Travis Kalanick sabia de tudo, e, inclusive, havia instruído Levandowski a destruir os documentos antes que o crime fosse descoberto.

De acordo com as denúncias da Alphabet, "no dia 11 de março de 2016, o Sr. Levandowski informou a Kalanick na Uber que ele havia identificado cinco discos em sua posse contendo informações do Google. O Sr. Kanalnick respondeu ao Sr. Levandowski dizendo que ele não deveria trazer nenhuma informação do Google à Uber. Rapidamente, o Sr. Levandowski comunicou a empresa de que havia destruído os arquivos". Contudo, novas informações liberadas nesta semana indicam que a Uber teria tido acesso a esses arquivos ainda antes da data divulgada.

Até o momento, nenhum representante legal da Uber se pronunciou publicamente a respeito das novas acusações. Mas agora espera-se que a briga judicial logo chegue ao fim com um documento que a Alphabet está preparando para provar, definitivamente, que a Uber tinha pleno conhecimento do caso, fazendo com que a empresa, que vem enfrentando uma grave crise corporativa, seja penalizada.

Via: CNet e CNBC

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