Alibaba lança plataforma antipirataria e pede mais colaboração entre as marcas

Por Redação | 04 de Julho de 2016 às 18h14
photo_camera Leighklotz/Flickr

A gigante de varejo online chinesa Alibaba anunciou na última sexta-feira (1º) uma nova unidade com o objetivo de acabar com produtos falsificados, pedindo que as marcas ajudem sua campanha antipirataria em vez de trocar acusações sobre o assunto.

A empresa tem sido alvo de acusações de que seus sites estão inundados de itens falsificados, o que culminou com a expulsão da Alibaba de uma aliança antifalsificações baseada nos Estados Unidos semanas após ter sido admitida.

Em uma conferência sobre propriedade intelectual que aconteceu na cidade de Hangzhou, na China, o Alibaba revelou um novo sistema online para ajudar a rastrear e remover falsificações. Jessie Zheng, principal executiva antipirataria e diretora de governança de plataformas da companhia, pediu mais cooperação dos fabricantes de produtos de marca.

"Em face de um problema tão complexo, nós não podemos reclamar uns dos outros, ou criticar uns aos outros. Nós temos que envolver todos e trabalhar juntos para fazer isso. Nesta batalha é você e eu. Não pode ser você a fazer o trabalho e eu apenas observar, ou eu fazer o trabalho e você falar. Nossa única opção é unir forças", destacou Zheng.

O Alibaba foi alvo de um golpe em sua luta contra falsificações mais cedo este ano, quando foi forçada a deixar a Coalizão Internacional Antifalsificações, sediada em Washington. Isto aconteceu após um motim de membros da aliança, incluindo a fabricante de produtos de luxo Michael Kors e a marca Gucci, do grupo francês Kering, contra a empresa chinesa. Ambas as marcas disseram considerar o grupo chinês o "adversário mais perigoso e prejudicial" para a coalizão.

Além disso, Kors acusou o Alibaba de não ter cuidado com os produtos vendidos em suas redes, permitindo que bens falsificados fossem comercializados em sua plataforma. Já a Gucci, que pertence ao grupo francês Kering, entrou no ano passado com um processo contra o Alibaba por causa da venda de produtos piratas.

Ainda na última sexta-feira foi lançado o "Sistema de Força Conjunta de Propriedade Intelectual", uma plataforma online projetada para agilizar as comunicações relacionadas à propriedade intelectual entre marcas e a Alibaba.

Fonte: Reuters

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