Airbnb recebe novo investimento e chega a valer US$ 25 bilhões

Por Redação | 29 de Junho de 2015 às 11h41

O setor de hospedagem agora é mais uma prova de que a chegada de ferramentas online está revolucionando o que antes era um mercado tradicional. No final da última semana, o Airbnb teria recebido mais uma rodada de investimentos no valor de US$ 1,5 bilhão, elevando seu valor de mercado para gigantescos US$ 25,5 bilhões.

O total, por exemplo, o coloca a frente da reconhecida rede Marriott de hotéis, que tem um valor estimado em US$ 21 bilhões, e também do site Expedia, um dos mais tradicionais para busca de passagem e hospedagem, que tem um preço estimado em metade do que foi obtido agora pelo Airbnb.

Toda essa empolgação em torno do serviço, que permite a usuários comuns alugarem casas, quartos e outras acomodações para viajantes de todo o mundo, tem razão de ser. A plataforma diz já estar consolidada no segmento de hotelaria de baixo custo e, sendo assim, se prepara para alavancar suas receitas, com uma previsão de ganhos de US$ 10 bilhões em 2020, o que, retirando-se os impostos, depreciação e outros fatores, deve acabar gerando um lucro de US$ 3 bilhões.

Para 2015, o Airbnb prevê um faturamento total de US$ 850 milhões e perdas de US$ 150 milhões, como fruto dos investimentos que ainda estão em andamento em termos de infraestrutura e funcionamento, além da expansão para diversas partes do mundo. Uma vez que esse processo termine, porém, é hora de recuperar os gastos e, após isso, de lucrar.

Entre as empresas que estariam envolvidas na nova rodada de investimentos estariam nomes como a Tiger Global Management e a chinesa Hillhouse Capital Group. Esta última também foi responsável, recentemente, por um aporte de dinheiro semelhante para o Uber, de forma a incrementar sua atuação e expansão não apenas em territórios asiáticos, mas também no restante do mundo.

Para investidores e analistas, porém, o azul pode ser atingido antes de 2020, caso o Airbnb obtenha sucesso em disputas regulatórias que ocorrem em diversas das cidades em que atua. Em muitos territórios, por exemplo, a locação de quartos ou apartamentos em prédios não-comerciais ainda é contestada, enquanto associações de locatários reclamam que a permanência de estranhos, mesmo que por curtos períodos de tempo, pode constituir uma ameaça para a segurança de outros residentes.

Em Nova Iorque, por exemplo, o serviço chegou a ser proibido por algumas semanas. Em outras cidades norte-americanas, acumulam-se também os casos de atividades ilegais em locais alugados pelo Airbnb, com criminosos se aproveitando das possibilidades levantadas pelo sistema para transformar quartos e apartamentos particulares em pontos temporários para venda de drogas ou prática de prostituição.

Além disso, com a nova avaliação, aumentam os rumores de que o Airbnb estaria prestes a abrir suas ações na Bolsa de Valores. Um indício disso seria a presença de outros investidores, como a Wellington Management e a Baillie Gifford, em meio às empresas envolvidas nessa nova rodada. Ambas são reconhecidas por seu caráter conservador, investindo em empresas de tecnologia apenas quando elas estão próximas de realizar sua oferta pública de capital.

Apesar de todo o negócio já ser dado como certo, as informações não foram confirmadas oficialmente pelo Airbnb.

Fontes: The Wall Street Journal, Business Insider

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