Ações da Apple permanecem com baixa histórica

Por Redação | 12 de Agosto de 2015 às 13h42

Uma queda de 2% no valor de ações na Bolsa pode ser vista como uma redução pouco importante, mas não quando ela serve como a continuação de um ciclo que já acumula uma baixa de 17%. É essa a situação atual da Apple que, desde a revelação de seus resultados financeiros, no final de julho, tem visto sua avaliação de mercado cair diante de incertezas internacionais e pouca confiança na continuidade do sucesso explosivo do iPhone.

Em seu mais recente lançamento, o celular da Maçã apresentou números impressionantes, deixando para trás outras fabricantes de smartphones e se tornando um dos aparelhos mais vendidos da história da empresa. No segundo trimestre de 2015, porém, as vendas foram abaixo do esperado, um movimento previsível levando em conta o surto inicial, mas ainda assim, com uma baixa maior do que as expectativas.

E foi aí que a China entrou na história, não como uma portadora de boas notícias, mas como o contrário. Nesta quarta-feira (12), o Banco Central do país voltou a desvalorizar o yuan, uma medida inesperada que veio para facilitar o câmbio e conter a estagnação econômica que vem assolando o país, freando o consumo e dificultando a vida de empresas como a Apple.

O país asiático não apenas é um dos principais mercados atuais para o iPhone, onde chegou recentemente, mas também é onde estão boa parte das fábricas que o produzem. Como a Apple realiza o pagamento para seus fornecedores em dólares, a desvalorização do yuan torna o custo de manufatura mais alto, gerando incertezas quanto às expectativas de faturamento e lucro oriundos da operação.

As mudanças de cenário já levaram analistas a revisarem suas expectativas para o terceiro e quarto trimestres de 2015, baixando as previsões de vendas do iPhone. Para a KGI Securities, por exemplo, o smartphone não deve apresentar redução ou ter uma baixa nos próximos dois períodos.

Além disso, existe a sempre presente discussão sobre o lançamento de novas versões do aparelho, marcado para o final do ano. Aqui, a Apple se encontra entre a cruz e a espada – a grande novidade dos novos iPhones deve se dar no hardware, quem sabe, com a inclusão do Force Touch como grande novidade. Para os analistas, pode ser pouco para motivar as compras.

Enquanto isso, muita gente começa a segurar a carteira esperando, justamente, para ver quais novidades a empresa vai apresentar para o final do ano, motivando uma baixa nas vendas do modelo atual. Além disso, a tendência é que com a chegada de novos aparelhos, caia o preço dos antigos, algo que também acaba tendo certo impacto no faturamento.

A Apple rebate tais expectativas mostrando o crescimento de 35% nas vendas em 2015, em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, afirma que apenas uma pequena parcela de sua base de usuários fez o upgrade para o iPhone 6 ou seu irmão maior, o Plus, o que significa que muita gente ainda pode estar esperando o momento certo para fazer esse salto.

No momento em que esta matéria foi escrita, as ações da Apple operavam com estabilidade, apresentando ligeiras baixas e altas que não chegavam a 1% em nenhum dos dois sentidos.

Fonte: Business Insider

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