Acionistas aprovam venda da Yahoo para a Verizon

Por Redação | 09 de Junho de 2017 às 12h12

Um dos negócios mais comentados do mundo da tecnologia nos tempos recentes acaba de dar mais um passo, com os acionistas da Yahoo aprovando a venda da empresa para a Verizon. A etapa marca o início do fim das negociações, que ainda dependem de aprovação regulatória e outros movimentos, mas devem ser encerradas até o dia 13 de junho.

Em reunião, os investidores aprovaram o valor de US$ 4,48 bilhões para venda e anunciaram a extensão de sua tender offer, com o objetivo de recomprar mais de US$ 3 bilhões em ações. O movimento serve para reduzir o número de papéis à disposição do mercado, em troca de um valor acima dele para comercialização. Antes, o período se encerraria em 13 de junho -- agora ele vai até o dia 16.

A negociação vai unir a Yahoo e a AOL em uma entidade combinada, chamada Oath, que vai concentrar todos os negócios de internet da companhia. Esse conjunto, então, será entregue à Verizon, enquanto a atual CEO da pioneira do Vale do Silício, Marissa Mayer, vai deixar o posto, mas sem abrir mãos dos US$ 186 milhões em ações que possui.

Assim como na época do anúncio da venda, a notícia de que a compra foi aprovada motivou uma alta de 8,5% no valor da Yahoo na Bolsa de Valores. Cada papel chegou a ser negociado a US$ 57,22 na manhã desta sexta. No momento em que esta reportagem é escrita, no entanto, os ativos ainda operam em alta de quase 2%, valendo US$ 56,66 cada.

A reunião de acionistas realizadas nesta sexta (09) foi adiada há algumas semanas, enquanto a empresa analisava os reflexos de uma invasão em seus sistemas, realizada por hackers no ano passado, levando ao vazamento de dados confidenciais. O problema levou a uma redução de US$ 350 milhões no valor do negócio devido à obtenção de informações como logins e senhas pelos criminosos.

Após a venda de seus negócios na Yahoo, o que restou da companhia será renomeado e passará a operar como Altaba. A holding permanece com as participações em nomes como Alibaba, a gigante do comércio eletrônico na Ásia, e também uma porcentagem de 35% nas operações japonesas da empresa online.

Fonte: Reuters

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