A tecnologia a favor da redução do consumo de energia

Por Colaborador externo | 24 de Julho de 2015 às 08h33

por Carlos Buarque*

Nos últimos meses muito tem se discutido sobre a crise hídrica e de abastecimento de energia no Brasil, e hoje o consumidor já sente na conta o efeito prático do problema. Os últimos reajustes autorizados pela ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) aumentaram o valor da conta de luz em todas as regiões do Brasil, algumas chegando a 28,7%. Mas com uma economia estacionada e a inflação em alta, quaisquer novidades nos gastos domésticos causam grande impacto no orçamento. Para evitar o acréscimo na conta, vários hábitos precisam ser mudados e o consumo controlado para manter o conforto doméstico, sem ônus financeiro.

Hoje no Brasil temos o impressionante número de mais de 40 milhões de unidades do parque de PCs instalados no país com mais de quatro anos de uso. Essas máquinas chegam a usar pelo menos 50% mais energia do que um computador hoje. Considerando que o brasileiro fica em média cinco horas diárias na frente do computador (trabalhando, estudando ou com entretenimento), não é difícil fazer a conta e perceber o mau negócio que é continuar utilizando uma máquina ultrapassada, que além de impactar a conta de luz, gera também custos adicionais com suporte e manutenção.

Trocar de máquina por uma com tecnologia de processamento mais atual é uma medida econômica em médio prazo, e não apenas para a conta da energia, mas também para o bem-estar do usuário. Computadores mais antigos demoram a iniciar, os programas e sistemas operacionais antigos não têm suporte, além da impossibilidade da utilização de aplicativos mais recentes.

Dispositivos eletrônicos, por exemplo, frequentemente precisam de recarga, mas a maioria dos consumidores não se preocupa com a eficiência energética deles. Você sabia, por exemplo, que uma máquina antiga consome em média 60W de energia, enquanto um equipamento de última geração consome apenas 15W? Imagine isso no final de todo um dia de uso. Mudando de dispositivo, portanto, o consumidor tem acesso mais rápido e mais eficiente ao que há de mais novo no mundo da tecnologia e conteúdo online. Muitos computadores, como os novos All in Ones, por exemplo, já chegam ao mercado com uma bateria bastante eficiente, que dura até 8 horas, sem precisar ser ligados à tomada.

Com a variedade de dispositivos eletrônicos hoje, mudar de máquina significa também uma busca de custo-benefício em relação à eficiência energética, desempenho e design. Os modelos atuais são mais finos, mais leves, têm performance otimizada e mais capacidade multitarefa. E já não é tão caro comprar um dispositivo com a mais recente tecnologia de processamento. Até mesmo modelos diferenciados, como os All in Ones, a evolução do antigo desktop que traz novas funcionalidades e design para toda a família, e também dispositivos 2 em 1, que aliam a alta performance dos notebooks com a versatilidade dos tablets, já podem ser encontrados no mercado brasileiro a preços bastante atraentes.

Para quem ainda está preso a um desktop antigo e barulhento, ou a um notebook pesado e que não passa mais de uma hora longe da tomada, a hora de investir em um novo dispositivo é agora – onde não só você vai ganhar qualidade de vida e produtividade, mas também ajudar a diminuir o consumo de energia da sua residência e não ser tão impactado pela crise energética que assola o país. E em tempos de crise, toda economia é um conforto para o consumidor.

* Carlos Buarque é gerente de marketing da Intel Brasil

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