Samsung tem divisões de moda e construção – e elas vão se unir

Por Redação | 26 de Maio de 2015 às 17h57

Aqui no Canaltech, você está acostumado a ver notícias sobre os celulares, tablets e outros equipamentos eletrônicos da Samsung, sua batalha tecnológica contra a Apple e outros rivais, e no máximo, os problemas trabalhistas em que, eventualmente, se envolve em suas fábricas na China. Pois fique sabendo que, além de tudo isso, a empresa coreana conta também com segmentos baseados em construção civil e, pasmem, moda, entretenimento e parques temáticos, ambas vertentes nas quais tem experimentado bastante sucesso na Ásia.

E são esses dois setores que, agora, vão se unir em uma grande fusão e reestruturação interna que promete fortalecer tais operações e facilitar a transição de poder dentro da família Lee, que fundou a companhia e a controla desde então. As companhias, chamadas respectivamente de Samsung C&T e Cheil Industries, vão se unir até setembro sob o nome da primeira e passarão a trabalhar como uma operação única.

A ideia, segundo o grupo, é fortalecer os negócios de ambas por meio de uma sinergia de interesses. Os licenciamentos e projetos de parques temáticos da Cheil, por exemplo, podem se beneficiar e muito quando colocados ao lado de contratos de construção civil da Samsung C&T, enquanto o movimento inverso dá mais valor aos empreendimentos da companhia por meio de parcerias com lojas, redes de cinema, estabelecimentos multimarcas e outras atrações do tipo.

No final das contas, será criada uma companhia com valor de mercado de cerca de ₩$ 30 trilhões, ou aproximadamente US$ 3,5 bilhões. O maior valor, aqui, será trazido pela Cheil, justamente a responsável pela “compra”, que envolve a troca de US$ 0,35 de ações próprias em troca de cada cota da Samsung C&T. Ao final da fusão, o objetivo é alcançar um faturamento total de US$ 6 bilhões até 2020, e isso apenas quando se fala no setor de vendas. O total é o dobro do combinado de hoje.

Empresa familiar

Família Lee - Samsung

O diretor da Samsung, Lee Kun-Hee (de terno bege), com suas filhas durante a CES 2012 (Foto: Reuters)

Todo o trabalho faz parte de uma transferência de poder do atual diretor do grupo Samsung, Lee Kun-Hee, que administra a companhia desde 1987 – com exceção de uma ausência entre 2008 e 2010, quando deixou o posto sob suspeitas de uso de dinheiro corporativo para subornar políticos e figuras importantes da Coreia do Sul.

O caso, pelo qual ele assumiu responsabilidade, mas foi perdoado pelo governo devido à sua participação no Comitê Olímpico Internacional, já tinha a ver com a sucessão de poder que acontece agora, mas acabou atrasando-a em alguns anos. Entre as acusações estavam evasão de divisas e fraude fiscal.

O próximo da lista para dirigir a Samsung é o filho de Kun-Hee, J.Y. Lee. Ele é, hoje, o maior acionista da Cheil e também um dos que têm mais a ganhar com a fusão entre as duas empresas, pelo menos em termos financeiros. A empresa criada, inclusive, teria uma participação de 4% na Samsung Electronics, braço responsável pela fabricação de produtos eletrônicos. A ideia é que o setor também seja fortalecido com a fusão.

Fonte: Financial Times, Business Insider

Siga o Canaltech no Twitter!

Não perca nenhuma novidade do mundo da tecnologia.