A Inteligência Artificial substituirá escritores e editores?

Por Colaborador externo | 13.06.2017 às 07:05
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Por Andy Edmonds*

A resposta rápida é não!

Recentemente, temos lido muito sobre o fim da produção humana de textos e o Google realçou oficialmente no Google I/O 2017 que seu foco passa a ser de “Mobile first” para “AI First”. Para adicionar credibilidade a esta declaração, desta vez no ano passado, vimos o IBM Watson editando a The Drum, uma revista eletrônica; talvez isso seja motivo de preocupação se você trabalha com conteúdo tradicional ou digital. Mas não tema, vou explicar por que você não precisa se preocupar pelo menos por mais uma década.

OMG! Corremos para as colinas?

A realidade é que já existem máquinas que criam conteúdo e já o fazem há algum tempo. O Gartner prevê que "até 2018, 20% de todos os conteúdos empresariais serão criados por máquinas" e, embora isso pareça assustador, realmente não é tão notável como pode aparecer. Como profissionais de marketing, é importante que adotemos novos avanços tecnológicos, pois nos permitem mais tempo para nos concentrarmos nas coisas que só nós podemos fazer.

No momento, a tecnologia utilizada pelas máquinas para criar conteúdo NLG (natural language generation) é boa - provavelmente você já tenha consumido conteúdo entregue de uma dessas plataformas. Isso pode ter sido em boletins esportivos, relatórios financeiros ou anúncios pagos do Google. O problema deste conteúdo está em sua alma - ou falta dela. Embora este conteúdo seja importante, talvez seja mesmo essencial quando o seu time de futebol estiver jogando e você não estiver próxima de uma TV, porém é pouco engajador e não desperta muita emoção (a não ser que seu time perca).

Ainda falta muito chão...

Atualmente, uma máquina não pode criar conteúdo por conta própria; ela deve ter acesso a um modelo e a um conjunto de dados estruturados. Se você fornecer essas duas coisas, então, como um mágico puxando um coelho de um chapéu, você tem uma máquina criando conteúdo estruturado. Isso funciona perfeitamente para gerar relatórios meteorológicos ou resumos financeiros, adicionando um pouco de carne aos ossos, mas não funciona bem ao tentar gerar engajamento ou despertar uma reação.

Por que as máquinas não podem fazer tudo

Pense no último trecho de conteúdo com o qual você clicou, compartilhou e se envolveu. Quero dizer, realmente engajado, afinzão mesmo. Aposto que ele emulou uma emoção humana para provocar uma reação em você, seja um riso ou um choro. Esse tipo de conteúdo gera compartilhamentos, likes, cliques e comentários. Enquanto a AI pode ajudar a nos informar as últimas tendências e os tópicos que funcionam com as pessoas, nenhum algoritmo existente agora pode adicionar criatividade ou sentimento a uma peça de conteúdo. Isso não quer dizer que, à medida que a AI avança e as máquinas aprendam, isso não se tornará algo factível, mas, por enquanto, quando se trata de campanhas de conteúdo que precisam gerar uma reação, precisamos de um trabalho em equipe: máquinas para fazer o pesado e os humanos para construir algo relevante e confiável.

Então, o que isso significa para você?

A Inteligência Artificial está aí! Abrace-a e deixe-a fazer todo o trabalho duro. Não acredito que redatores e editores sofram rapidamente com estes avanços tecnológicos. Na iProspect, tomamos o cuidado que todo conteúdo que criamos seja escrito por seres humanos, mas empoderado por dados, gerando as reações positivas que precisamos para melhorar a performance das marcas em todos os canais. Nós chamamos essa solução de Intelligent Content, que fica ainda mais inteligente à medida que a tecnologia avança. Por isso continuamos a adotar iniciativas que façam uso de AI e de machine learning.

* Andy Edmonds Head of Engagement da iProspect.