A guerra do Uber contra seus concorrentes

Por Ruam Oliveira
photo_camera Divulgação

Parece que a cada dia nós nos deparamos com uma nova manchete dizendo que o Uber lucrou bilhões de dólares. Depois do UberCopter e do mais recente anúncio de que a empresa poderia oferecer viagens de balão ou barco, não fica tão difícil entender que seu foco é expandir o máximo possível.

Desde que foi fundada, em 2009, até agora a companhia acumulou cerca de US$15 bilhões em receita e está avaliada em US$ 68 bilhões. Tudo isso funcionando como uma empresa de capital privado e, segundo Travis Kalanick, chefe executivo do Uber, uma oferta para que ela se torne pública não virá tão cedo, salientando inclusive que vai garantir que isto demore a ser feito. Porém de acordo com a revista Vanity Fair isto está claro que irá acontecer.

A nível de comparação, quando a Amazon se tornou uma empresa de capital aberto teve um lucro de US$ 54 milhões e seu valor de mercado subiu para US$ 438 milhões. Bastante, não? Contudo, a pergunta é: O que o Uber está fazendo com tanto dinheiro? Segundo o jornalista Andrew Ross do New York Times, a estratégia da empresa é marcar território.

A cada US$ 1 bilhão que o Uber ganha fica mais e mais difícil que seus concorrentes se tornem “atrativos” para os investidores e por isso ela acaba saindo na dianteira. Além de ser uma batalha por território, é também uma guerra para tornar mais sólidas as marcas.

Porém os lucros não impedem que novos concorrentes surjam. Pelo contrário, o sucesso do Uber só aumentou a lista de empresas que tentam oferecer serviço semelhante – como a chinesa Didi Chuxing, que conseguiu um total de US$ 7 bilhões (um deles investido pela Apple) e a Lyft, avaliada em US$ 5.5 bilhões. Mas muitas empresas acabam, com o tempo, não se sustentando devido à falta de dinheiro – não é o caso das duas citadas acima -, o que dá mais uma vantagem ao Uber, que vê seus lucros sendo ampliados cada vez mais.

Este fato pode ser entendido da seguinte maneira: Quanto mais usuários se cadastram no serviço, mais motoristas seguem o exemplo, juntando-se à rede e tornando a “competição” mais acirrada.

De longe, a Uber é a mais valiosa do segmento, todavia têm perdido cerca de US$2 bilhões de dólares por ano no mercado asiático – China e Índia mais especificamente – onde suas concorrentes são fortes. Enquanto a Didi Dache e Kuadi Dache, empresas que controlam o Didi Chuxing, registraram perda de US$ 305 milhões e US$ 266 milhões respectivamente, o Uber registrou um déficit de mais de US$ 1 bilhão na mesma região pelo mesmo período de tempo.

O Uber não tem o jogo completamente ganho, mas tem uma vantagem devido às projeções de lucro que giram em mais de US$ 1,5 bilhão – e seus US$ 6 bilhões em cash que estão bem guardados.

Com informações de: Business Insider, The New York Times e Vanity Fair

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