A geração Y & o mercado de TI

Por Colaborador externo | 19 de Maio de 2016 às 06h15

Por Marcos Malagola*

A década de 80 foi marcada por grandes acontecimentos. O Brasil viu o fim da ditadura militar, entrou na rota dos grandes shows internacionais com a primeira edição do Rock in Rio e acompanhou a conquista do primeiro título de Ayrton Senna na Fórmula 1. No cenário internacional, caiu o Muro de Berlim, o cinema se rendeu à história do filme ET e a Apple lançou o primeiro computador Macintosh. Isto apenas para citar alguns deles. E foi também neste período que nasceu a chamada Geração Y.

Para quem ainda não sabe sobre o que se trata, a geração em questão, também conhecida como millenium, é composta por pessoas que nasceram a partir de 1980, período com grandes avanços tecnológicos, que, por sua vez, contribuíram para que muitas delas desenvolvessem o interesse por atuar em profissões ligadas a este universo.

No entanto, além da facilidade com as novas tecnologias e gadgets peculiares a esta evolução tecnológica, outro ponto também despertou o interesse desta geração para a área: os salários altos aliados a benefícios igualmente tentadores. Mas, nem sempre o dinheiro é o fator primordial para estes profissionais.

De acordo com uma série de estudos compilados pela empresa de recrutamento britânica, TalentPuzzle, o mercado de trabalho norte-americano consegue atrair pessoas por oferecerem diferenciais como horários flexíveis e a possibilidade de crescer no trabalho equilibrando as vidas pessoal e profissional. A informação citada acima também é corroborada por outra pesquisa realizada pela Universidade Harvard. Segundo o levantamento, 33% dos entrevistados aceitariam ter o salário reduzido em 10% para poderem trabalhar de maneira remota.

Outro dado comprovado pela pesquisa diz respeito à forma como a Geração Y conhece os empregadores. Eles não apenas sabem como as empresas apresentam as suas oportunidades, como, principalmente, são as perguntas mais eficientes usadas durante as entrevistas de emprego.

Além de tê-los no mercado de TI como um todo, também vale a pena ressaltar a importância de contar com o desejo de inovação destes profissionais no universo dos ERPs (Enterprise Resource Planning em inglês). Como se sabe, estes softwares trazem uma complexidade essencial que não pode ser deixada de lado e a percepção de quem trabalha diretamente no seu desenvolvimento é algo essencial.

Tais profissionais têm, em grande parte dos casos, a facilidade de aprender mais rapidamente a lidar com a tecnologia e suas constantes evoluções, o que, talvez, possa faltar a algumas pessoas das gerações passadas, que, por sua vez, precisaram aprender a “deixar” o papel, a caneta e a máquina de escrever de lado para incorporar o monitor, o teclado e companhia ilimitada a sua rotina.

Antes de finalizar, um senão relacionado a esta geração: a provável “falta de comprometimento” com as empresas em que trabalham. Muitos não pensam duas vezes ao mudar de emprego ao receberem uma proposta que mais “interessante” e que possa oferecer novos conhecimentos, desafios e, principalmente, maiores salários. Neste contexto, as companhias devem estar atentas à busca por soluções que tragam engajamento a estes jovens e, com isso, consigam mantê-los em seu quadro organizacional. É algo a se pensar por todos os segmentos, principalmente porque já nos damos conta de que a Geração Z está bem presente entre nós e ela tem tanta sede de ir além quanto os seus antecedentes.

*Marcos Malagola é Diretor de Produtos Mega Sistemas Corporativos.

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