Zuckerberg: 'Em 10 anos, compartilharemos 1000 vezes mais dados na internet'

Por Redação | 23 de Outubro de 2012 às 16h00

O cofundador e atual CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, participou no último sábado (20) de uma conferência da escola de startups Y Combinator, da Universidade de Stratford, Estados Unidos, e afirmou que em 10 anos, estaremos compartilhando mil vezes mais dados do que hoje através do Facebook e outras redes sociais. As informações são do CNET.

"É uma versão social da Lei de Moore, aquela que afirma que o número de transistores nos chips aumenta a cada 18 meses", afirmou Zuckerberg. "Esperamos que essa taxa de partilha aumentará a cada 10 anos. Assim, em 10 anos a partir de agora, as pessoas vão estar compartilhando cerca de mil vezes mais do que fazem hoje".

O jovem executivo e sua companhia acreditam que nos próximos anos, os mais de 1 bilhão de usuários continuarão usando a rede social para não só entrar em contato com seus amigos e familiares, mas também para interagir com marcas.

Entrevista Mark Zuckerberg

Reprodução: CNET

A entrevista concedida no último sábado não era voltada para os negócios do Facebook e as preocupantes quedas no valor de suas ações. Mais de 1.700 empreendedores, vindos de diversas partes do país, lotaram o auditório da Universidade para ouvir Zuckerberg e se inspirarem em seu exemplo de sucesso.

O bate-papo foi voltado para os anos que Mark Zuckerberg passou na Universidade de Harvard, onde se formou em psicologia e começou a criar o Facebook em seu dormitório. "Eu senti essa necessidade de forma aguda", relatou o executivo sobre o seu plano de criação da rede social. "Eu comecei a construir o Facebook porque eu queria isso na faculdade, o que é uma grande ironia, já que logo eu deixei a faculdade".

Mark ainda afirmou que os novos empreendedores devem se focar em criar soluções para grandes problemas, algo que realmente lhes dê ânimo e paixão. "Um monte de empresas que vejo estão trabalhando em pequenos problemas", disse ele. "As empresas que estão se iniciando agora estão tentando copiar os outros e não serão bem-sucedidas".

E quando o assunto é o próprio Facebook, Zuckerberg argumenta que a rede social está mudando fundamentalmente o comportamento humano, expandindo o número de pessoas que estão em contato umas com as outras.

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