YouTube Music Key é o novo serviço musical do Google

Por Redação | 19 de Agosto de 2014 às 13h02

Muito se fala sobre o vindouro serviço de música do Google, que usará o YouTube como base, mas muito pouco se ouve de informação oficial. Agora, porém, um vazamento revelou completamente a interface e funcionamento do que será o YouTube Music Key, a plataforma de streaming de faixas do Google que está prestes a ser lançada e será responsável por um novo posicionamento da companhia no que diz respeito ao mercado fonográfico.

As informações são do site Android Police, que teve acesso a screenshots e informações privilegiadas sobre como tudo vai funcionar. Como já era de se esperar, a plataforma musical utilizará o YouTube como base, aproveitando-se da ideia de que muita gente, hoje, já utiliza o site para ouvir música. A diferença é que, agora, será possível reproduzir apenas o áudio dos vídeos e tudo funcionará de forma perfeita no background, mesmo em dispositivos móveis nos quais essa não é uma opção padronizada.

YouTube Music Key

Por meio de um sistema de assinaturas, será possível ouvir canções sem ser interrompido por anúncios, além de baixar playlists e faixas preferidas para serem ouvidas remotamente, mesmo em lugares onde a internet não estiver disponível. Os primeiros 30 dias de acesso ao YouTube Music Key serão gratuitos e, na sequência, o serviço vai custar US$ 9,99 (cerca de R$ 25) por mês.

O pagamento dá acesso não apenas à plataforma do YouTube, mas também ao serviço mais tradicional de download pela loja mobile da empresa, que agora, será rebatizada de Google Play Music Key. A ideia é que os atuais clientes do serviço All Access, que já possuem download ilimitado de músicas, tenham suas assinaturas transferidas automaticamente para a nova empreitada.

Em terreno conhecido

O grande trunfo do Google na questão é, justamente, utilizar como base um serviço que já é amplamente utilizado pela maioria das pessoas. No YouTube, o usuário conta não apenas com um portfolio de mais de 20 milhões de canções hospedadas pelos próprios artistas, mas também com shows ao vivo, remixes e todo tipo de maluquice utilizando músicas licenciadas.

YouTube Music Key

Esse tipo de abordagem, inclusive, gerou uma certa polêmica com gravadoras e artistas independentes. Em junho, veio a informação de que todos aqueles que trabalham com música deveriam aderir ao novo serviço ou, então, corriam o risco de ter seus trabalhos retirados do YouTube.

A questão, aqui, seriam práticas de negociação consideradas desleais, com baixos pagamentos de royalties e uma série de medidas com as quais os artistas não teriam opção, a não ser a concordância. Na época, uma associação de músicos independentes estava em contato com o Google para negociar os termos e garantir a concordância de seus representados, mas não se sabe ao certo de que forma as conversas evoluíram e quais artistas acabaram ficando de fora do serviço, se é que casos como estes existiram.

Seja como for, o uso do YouTube como “plataforma mestra” do Music Key também faz sentido quando se leva em conta um segundo pilar de todo serviço desse tipo: as sugestões. Grande vedete de aplicações como o Pandora, por exemplo, a possibilidade de indicar faixas que os usuários gostariam de ouvir aumenta em muito o engajamento em plataformas do tipo, além de gerar dividendos para os artistas que acabam sendo conhecidos por uma fatia maior do público.

YouTube Music Key

E que lugar melhor para fazer isso do que um serviço amplamente utilizado, no qual as pessoas assistem a vídeos e comentam logados em contas do Google que, todos sabemos, rastreia o uso para fins de publicidade e direcionamento de conteúdo? A equação parece fechar de forma simples aqui, e a expectativa da própria empresa é entregar uma plataforma de recomendações o mais personalizada possível, baseada não apenas em canções mas também em clipes variados que possam ter ligações com a indústria fonográfica.

Extra-oficialmente, as informações indicam um lançamento do YouTube Music Key no final de 2014. A publicação de screenshots de um serviço já em funcionamento indicam que, pelo menos em relação às interfaces, a plataforma musical parece bem perto de entrar no ar. Fica, porém, a dúvida sobre a quantas andam as negociações com gravadoras, estúdios e grandes players da indústria fonográfica, que são tão essenciais quanto os próprios usuários em qualquer empreitada desse tipo.

Por enquanto, o Google não se pronunciou sobre a questão nem deu declarações oficiais sobre o vazamento das informações.

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