Yahoo! compra empresa especializada em mensagens com "prazo de validade"

Por Redação | 14 de Maio de 2014 às 12h57
TUDO SOBRE

Yahoo

O clube de compras do Vale do Silício acabou de ganhar mais um membro, com o Yahoo! anunciando a aquisição da Meh Labs, empresa responsável pelo Blink, um aplicativo de mensagens com “prazo de validade”. Funcionando de forma semelhante ao Snapchat, o software permite que as comunicações enviadas por um usuário sejam apagadas automaticamente após um determinado tempo configurado por ele.

Os termos da negociação não foram revelados, mas a Meh Labs já anunciou que seus serviços para Android e iOS serão encerrados nas próximas semanas, em data ainda a ser divulgada. A ideia é que a solução seja integrada a outros produtos do Yahoo!, mas como a compra foi revelada após o horário de expediente dos Estados Unidos, a empresa ainda não emitiu declarações oficiais.

A ideia da desenvolvedora de apps é dar às comunicações por mensagens de texto a mesma espontaneidade das conversas que acontecem pessoalmente. Além disso, é uma aposta na honestidade das pessoas, já que eventuais compromissos e promessas feitas não podem ser revistas ou utilizadas contra os usuários, já que acabam desaparecendo após algum tempo.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Vale citar também o fato da Meh Labs ser o trabalho de dois ex-funcionários do Google, Kevin Stephens e Michelle Norgan. Ele era engenheiro de vendas, enquanto ela atuava como diretora de produtos para o AdSense. Ambos são mais conhecidos pelo Kismet, um app semelhante ao Foursquare que permite o compartilhamento da geolocalização dos usuários por meio das redes sociais.

Como comenta a agência Reuters, o movimento faz parte de um trabalho do Yahoo! para intensificar sua presença em dispositivos móveis. Desde que a CEO Marissa Mayer assumiu o cargo, a companhia tem adquirido uma série de startups e empresas menores focadas no mercado de celulares, provavelmente como uma maneira de aumentar seu total de 430 milhões de usuários no mundo móvel.

Outro aspecto que merece ser lembrado é o grande interesse que as grandes empresas de tecnologia estão demonstrando por aplicações para celulares. Como exemplos, dá para citar a compra do Viber pela japonesa Rakuten, por US$ 900 milhões, a aquisição do WhatsApp pelo Facebook, que custou US$ 19 bilhões, e a oferta de US$ 3 bilhões feita também pela rede social de Mark Zuckerberg pelo Snapchat, que acabou sendo negada por seus criadores.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.