Xiaomi: Conheça a empresa que tirou Hugo Barra do Google

Por Redação | 30 de Agosto de 2013 às 00h01

Nesta semana, o brasileiro Hugo Barra deixou o cargo de vice-presidente da divisão do Android no Google. O motivo? Ir trabalhar como vice-presidente na empresa chinesa Xiaomi. Mas que empresa é essa que a maior parte do mundo ocidental nunca ouviu falar?

A Xiaomi é uma fabricante de smartphones avaliada em US$ 10 bilhões, de acordo com o TechCrunch. Esse é o mesmo valor da Lenovo, a empresa que mais vende computadores do mundo. No entanto, a Xiaomi tem foco exclusivo em celulares, enquanto outros gigantes do mercado, como Apple e Samsung, possuem um vasto portfólio de produtos.

No primeiro semestre de 2013, a empresa era responsável pelo smartphone mais vendido na China, o Mi 2S, que, à época, deixou para trás o Samsung Galaxy S4.

Lei Jun

Steve Jobs e Lei Jun: qualquer semelhança não é mera coincidência... (Foto: Divulgação)

O CEO e fundador da Xiaomi, chamado Lei Jun, é considerado o Steve Jobs da China. Ele usa camisas pretas e calças jeans, como o cofundador da Apple, e ainda imita as apresentações perfomáticas dele – para não mencionar o uso excessivo de adjetivos exaltando seus produtos.

"Nesta indústria, eu acredito que o mais importante é conseguir a admiração dos clientes", disse Jun em entrevista à Reuters, em dezembro de 2012. "Se você for popular, você consegue o sucesso", afirmou o executivo.

A contratação de Barra, assim como a de executivos da Microsoft e Motorola, pode ter sido uma jogada da Xiaomi para tornar-se mais conhecida no mercado ocidental, já que a saída do brasileiro da gigante das buscas repercutiu em diversos veículos de imprensa especializada mundial. Segundo a PC World, o executivo pode ser o responsável por levar os negócios da fabricante além das barreiras da China.

Os smartphones da Xiaomi parecem familiares a qualquer usuário dos principais gadgets atuais. Os aparelhos rodam sistema Android e têm telas sensíveis ao toque. A empresa preza por dispositivos com a mais alta qualidade, comercializados pelo menor preço possível. Vale notar também que grande parte de seus produtos são comercializados em sua loja on-line.A estratégia vem dando certo: a meta da companhia para este ano é vender 15 milhões de celulares – e no passado, ela já cumpriu objetivos semelhantes.

O modelo de negócio da empresa pode ser uma vantagem contra as fabricantes ocidentais, já que a Xiaomi vende aparelhos com um valor pouco acima do gasto na produção, diferentemente de grandes empresas, como a Apple, que gasta US$ 207 em cada iPhone e os vende por US$ 650 nos EUA.

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