Vendas de smartphones da linha Lumia caíram 21% no último trimestre, diz Nokia

Por Redação | 23 de Janeiro de 2014 às 16h56
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Apesar do Windows Phone estar se tornando cada vez mais atraente aos olhos dos consumidores, a Nokia anunciou que, no quartro trimestre do ano passado, as vendas de smartphones da linha Lumia foram 21% menores que o resultado apresentado no terceiro trimestre.

O relatório com o resultado, que aparentemente é o último da empresa – que em breve será incorporada pela Microsoft –, mostra que pouco mais de 8 milhões de dispositivos foram vendidos no último trimestre. A marca é inferior a uma previsão feita anteriormente pelo TechCrunch, que dizia que a finlandesa venderia por volta de 10 milhões de unidades graças às vendas de fim de ano. Não rolou.

De acordo com o Wall Street Journal, a Nokia disse que o principal motivo do baixo desempenho foram as vendas fracas de dispositivos móveis e smartphones. "Nossas vendas foram afetadas pela concorrência. Com dispositivos com preços mais atraentes, acabamos sendo afetados, principalmente, no mercado de entrada e de dispositivos de baixo custo", revelou a empresa em comunicado.

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Após um resultado surpreendente no terceiro trimestre do ano passado, quando reportou lucro de mais de US$ 160 milhões, a fabricante europeia de telefones ansiava por um resultado positivo no fim do ano. No entanto, as coisas não saíram como o previsto e o Presidente e CEO interino da empresa, Risto Siilasmaa, teve que desconversar sobre o assunto. "O último trimestre foi um divisor de águas para a Nokia. Nós conseguimos o apoio necessário dos nossos acionistas para a venda do nosso negócio de telefones para a Microsoft e continuamos trabalhando para definir os rumos da Nokia no futuro. Estou satisfeito com o que foi conseguido até aqui e estamos animados com as oportunidades que surgirão no futuro".

Embora os últimos resultados tenham mostrado que o sistema operacional tenha ganhado espaço em alguns mercados dominados pelo Android e iOS, uma queda como essa é um balde de água fria nos planos na Microsoft, que tem um desafio e tanto para o seu novo CEO se quiser expandir esse negócio de maneira consistente.

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