Vendas de PCs registram queda pelo quinto trimestre consecutivo, afirma Gartner

Por Redação | 11.07.2013 às 12:13

As vendas de PCs no mundo todo registraram queda pelo quinto trimestre consecutivo, tornando-se a "queda de maior duração" em toda a história da computação pessoal, segundo revelam dados de nova pesquisa conduzida pelo Gartner. No segundo trimestre, foram vendidas 76 milhões de unidades de computadores, registrando declínio de 10,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O levantamento mostra que a queda na venda mundial de PCs foi agravada pela introdução dos tablets, principalmente, dos modelos de baixo custo em mercados emergentes. "Nos países emergentes, os tablets de baixo custo se tornaram o primeiro dispositivo de computação para muitas pessoas, que na melhor das hipóteses estão adiando a compra de um PC", afirmou em nota oficial Mikako Kitagawa, analista do Gartner.

Em uma pesquisa separada, a IDC afirmou que o declínio das vendas de PCs no período foi de 11,4% em comparação ao mesmo período no ano anterior, indicando que o problema no mercado de computadores pessoais pode ser ainda mais preocupante. A firma ainda revelou que o número de unidades de PCs distribuídas no mundo todo foi de 75,6 milhões no segundo trimestre deste ano. No entanto, os números foram melhores do que aqueles que seus analistas haviam previsto para o período.

Venda PCs Gartner

Reprodução: Gartner

"Com o crescimento no segundo trimestre tão próximo das previsões, ainda estamos acreditando em alguma melhoria no mercado para o segundo semestre de 2013", revelou Jay Chou, analista sênior do IDC Worldwide PC Tracker. Em contrapartida, Chou alertou que o setor também está enfrentando sérios riscos e há muito trabalho a ser feito para virar o jogo.

O analista da IDC afirma que a queda do desempenho do setor na Europa e China reflete os riscos que o mercado de PCs terá que enfrentar, enquanto a melhoria no mercado norte-americano traz uma perspectiva positiva para os próximos resultados trimestrais. Jay Chou acredita que, mesmo com a redução nos valores de PCs e sua introdução no mercado touchscreen, ainda há muito o que ser feito para enfrentar a concorrência dos tablets.