Tecnologia russa deve ser usada em usinas no Brasil, afirma Eletronuclear

Por Redação | 06 de Junho de 2013 às 17h06

Othon Luiz Pinheiro, presidente da Eletronuclear, afirmou que o uso de tecnologia russa nas novas usinas nucleares brasileiras pode ser positivo, isso porque a tecnologia da empresa estatal Rosatom Overseas é baseada em PWR (algo como um reator de pressurização de água, em tradução livre). O recurso PWR é o mesmo utilizado nas usinas Angra 1 e 2, bem como na 3, que ainda está sendo construída. As informações são do jornal O Globo.

"É bom diversificar os parceiros tecnológicos para reduzir os custos. E a nuclear é a opção mais barata para gerar energia complementar contínua", explicou Pinheiro. O executivo também informou que as usinas térmicas movidas a gás ou óleo só entram em operação em casos de emergência. A tecnologia russa se mostrou mais aprimorada pelo fato de que o sistema não precisa de motores movidos a diesel para resfriar os reatores — falhas de refrigeração nos motores a diesel durante o tsunami no Japão, em 2011, foram responsáveis pelo acidente nuclear na cidade de Fukushima.

Até 2030, o governo brasileiro planeja concluir a construção de quatro a oito usinas nucleares de mil megawatts cada, e a Eletronuclear já realizou os estudos necessários que indicam cerca de 40 locais apropriados para a construção das usinas, abrangendo todas as regiões do país.

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