Tráfego em datacenters chegará a 8,6 ZB em 2018; você sabe o que isso significa?

Por Igor Lopes | 06 de Novembro de 2014 às 13h49

* Em Cancún, México

Pelo quarto ano seguido, a Cisco publica o estudo Global Cloud Index. Esta pesquisa tem como objetivo prever o avanço do tráfego e armazenamento na nuvem, e os números dessa última edição surpreendem. De acordo com a Cisco, o tráfego de data center deverá triplicar nos próximos 5 anos, sendo que 76% desse total estará na nuvem. Em 2018, metade da população mundial terá acesso à internet nas residências, e mais da metade do conteúdo acessado por essas pessoas (53%) estará na nuvem.

De acordo com o estudo, o tráfego na nuvem subirá de 3,1 Zettabytes em 2013 para 8,6 Zettabytes em 2018. Esse valor corresponde ao streaming de 9 trilhões de horas de vídeo em alta definição, ou 119 trilhões de horas de streaming de música. Em outras palavras, essa quantidade de dados seria suficiente para prover música para toda a população mundial durante 22 meses ininterruptos.

Mas isso não é tudo

Esse número de 8,6 ZB já parece grande? Então saiba que a quantidade de dados gerados pela IoT (ou Internet das Coisas) será muito maior. Ainda de acordo com o Cisco Global Cloud Index, os objetos conectados serão responsáveis por gerar cerca de 400 ZB de dados, ou 276 vezes mais que o tráfego previsto entre data centers no mesmo ano de 2018. Parece estranho pensar que nem 1% desses dados será transmitido, mas é que mais de 99% do conteúdo permanece local. Com o aumento da confiança, da segurança dos data centers e das redes de dados, a tendência é que cada vez mais informação também seja transmitida pela Internet das Coisas, e isso vai gerar ainda mais oportunidades para o setor de infraestrutura de TI.

A explosão de dados está só começando. Segundo Rodolfo Molina, diretor de Cloud e serviços da Cisco, um carro conectado em 2018 será responsável pela geração de 1 GB de dados por segundo, seja pelo GPS, navegação na internet, streaming de áudio, sensor de proximidade, de velocidade etc. Fazendo as contas, um único carro irá gerar 2 PB de dados num ano. Agora imagine quando essa frota de carros conectados estiver popularizada? E quando os 99% dos objetos não-conectados passarem a fazer parte da Internet das Coisas?

O Cisco Global Cloud Index pode ser conferido aqui, na íntegra.

* O jornalista viajou para Cancún a convite da Cisco.

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