Tizen, suposto novo SO da Samsung, já perde força diante das operadoras

Por Redação | 05 de Fevereiro de 2014 às 10h15
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Você provavelmente já ouviu falar do Tizen, um sistema operacional direcionado ao mobile e baseado no Linux. Desenvolvido por um grupo de empresas liderado pela Intel e a Samsung, o Tizen é das maiores promessas para a Samsung neste ano.

No ano passado, diversos rumores de implementação do SO nos modelos da sul-coreana surgiram. A empresa confirmou a notícia e, agora em janeiro, uma suposta imagem de um smartphone rodando o Tizen vazou.

Por mais que os aparelhos da Samsung estejam no topo das vendas graças ao Android, a dependência da plataforma é apontada como preocupante para os executivos da companhia. Mas, ao que tudo indica, esses planos de independência do sistema do Google deverão ser adiados.

Em primeiro lugar, porque como noticiado recentemente pelo Wall Street Journal, a empresa teria descartado o software por conta da difícil concorrência que teria de enfrentar: iOS, Android e, agora também, o Windows Phone.

Além disso, de acordo com novo artigo do WSJ, as operadoras estariam desistindo do novo sistema. A Sprint, uma das maiores operadoras dos Estados Unidos, que aderiu à Associação Tizen em maio de 2012, teria a deixado em 2013, pois, segundo uma fonte familiarizada com o assunto, "está concentrando seus recursos em lançamentos mais imediatos".

Já a Telefónica, da Espanha, também saiu da associação que supervisiona o desenvolvimento do SO, isso sem contar que no ano passado, lançou seu primeiro celular com Firefox OS.

Ainda na Europa, na França, a Orange teria abandonado o projeto de lançar seu primeiro smartphone Tizen, pois, segundo um porta-voz consultado pelo jornal, a velocidade do desenvolvimento "não é tão madura quanto podem esperar neste momento".

Em resposta, a Samsung estaria analisando suas possibilidades de produtos no Japão e na França com operadoras de telefonia móvel. Além disso, a sul-coreana teria dito ao WSJ que vai oferecer uma "prévia" de seus dispositivos com Tizen neste mês, durante a MWC (Mobile World Congress), que acontecerá em Barcelona.

Patentes e venda da Motorola

A dificuldade da Samsung em introduzir seu próprio sistema operacional chega em um momento delicado, levando em conta ainda o relacionamento da empresa com o Google. Apesar de sua parceria continuar intacta em público, ambas estariam "se estranhando", segundo o jornal.

Na semana passada, Google e Samsung assinaram um acordo de licenciamento cruzado de patentes bem abrangante, que cobre as patentes existentes das empresas, bem como aquelas arquivadas durante os próximos 10 anos. Três dias depois, o Google anunciou a venda da Motorola Mobility para a Lenovo, o que supostamente a livraria de um concorrente direto para smartphones com Android da Samsung. O que não ficou claro, no entanto, é se a aproximação da Samsung com o Google foi motivada pelo Tizen.

O problema dos desenvolvedores

Assim como qualquer sistema operacional novo, a Samsung também estaria enfrentando um problema comum: a escasez de desenvolvedores.

Em outubro, a companhia realizou a primeira conferência de desenvolvedores interessados no Tizen, em São Francisco (EUA). Um mês depois, a repetiu em Seul.

Por fim, Samsung e Intel estariam patrocinando um concurso que supostamente vai distribuir US$ 4 milhões em prêmios para desenvolvedores de Tizen. Trata-se de uma estratégia já utilizada por outras gigantes da tecnologia, como a Microsoft e BlackBerry.

Sendo assim, diversos entraves têm colaborado para o Tizen ser lançado. Resta saber se ele realmente vai sair do papel e, principalmente, decolar.

E você? O que acha da ideia do novo sistema operacional? Compraria um celular com Tizen? Conte para nós nos comentários!

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