Tim Cook provoca acionistas que discordam de postura ambientalista da Apple

Por Redação | 03.03.2014 às 16:38

Desde que Tim Cook assumiu como CEO da Apple, a empresa se focou consideravelmente na utilização de energia renovável. Atualmente, mais de 3/4 das instalações da Apple pelo mundo, incluindo o "quartel general" em Cupertino, são alimentadas por energia solar, eólica e hidráulica. Na época de Steve Jobs, a utlização dessas fontes se concentrava em torno de 1/4 das instalações.

No entanto, a preocupação de Cook em relação às mudanças climáticas não agrada a todos os investidores. Na reunião anual de acionistas, a conservadora National Center for Public Policy Research (NCPPR), que detém parte das ações, pressionou Cook e os demais acionistas a não focarem em iniciativas ambientais que não trouxessem benefícios para a base da empresa – ou seja, retorno financeiro.

"Nós nos opomos ao aumento do controle governamental sobre os produtos e operações da empresa, bem como os padrões ambientais obrigatórios", diz Justin Danhorf, membro do conselho da NCPPR, antes da reunião. "Isso deveria ser algo que a Apple lutasse contra, não se rendesse", complementa.

Em resposta, Tim Cook afirmou que esforços ambientais também têm efeito econômico, além de dizer que os motivos da empresa vão além do lucro. "Nós queremos deixar o mundo melhor do que quando chegamos", explica. Para Cook, os acionistas que tiverem problemas com essas diretrizes podem vender suas ações. "Deixem a bolsa", sugeriu. A proposta de Justin Danhorf foi recusada pelo conselho.

Recentemente, o Greenpeace elogiou os esforços de Cook para reduzir o número de "minerais conflitantes" nos produtos da Apple. "O aumento da transparência da Apple sobre seus fornecedores está se tornando uma marca registrada da liderança de Tim Cook na empresa", comentou o responsável pela campanha de energia do Greenpeace Tom Dowdall.