Tim Cook: “2014 foi um ano incrível para a Apple”

Por Redação | 11 de Março de 2015 às 12h00

Se alguém tinha dúvidas do que ia acontecer com a Apple depois de Steve Jobs, tais questões podem ser sanadas apenas observando o desempenho da empresa em 2014. Pelo menos essa é a visão de Tim Cook, presidente executivo da empresa, que afirmou em uma reunião anual com investidores que o ano passado foi incrível para a companhia, com ela obtendo sucesso na maioria dos ramos em que atua.

Após o lançamento de novos modelos de iPhone um tanto quanto conturbado e cheio de problemas de software e até mesmo design, a Apple fechou 2014 com 200 milhões de smartphones vendidos, um recorde absoluto. Os aparelhos, sozinhos, foram responsáveis por trazer US$ 200 bilhões em faturamento para a companhia, o que não apenas permitiu a obtenção de números positivos como também o retorno de US$ 57 bilhões aos acionistas, uma ação que já vinha sendo requisitada por eles há algum tempo por meio de dividendos ou compras de papéis.

Além disso, 2014 foi o ano que garantiu à Apple o patamar de empresa mais lucrativa da história dos Estados Unidos, um feito que, agora, será sacramentado pela entrada da empresa no índice Dow Jones. A lista a traz não apenas às maiores companhias do país, mas também aquelas mais sólidas e confiáveis para os investidores. Há críticas quanto à confiabilidade da relação, considerada arcaica por muitos especialistas, mas, ainda assim, ela tem um caráter estrelado e a inclusão foi comemorada por Cook.

Por outro lado, o CEO reconheceu a queda nas vendas do iPad, que não se reverteram com a chegada dos novos modelos, mas disse que esse movimento é passageiro. Ele citou também a parceria com a IBM no desenvolvimento de apps voltados para corporações e um aumento no uso de tablets por esse público como um fator que deve fazer com que os números cresçam ainda mais.

Nesta terça-feira (10), as ações da Apple caíram 1,7%, seguindo uma baixa generalizada no mercado. Para alguns especialistas citados pelo Mashable, incertezas quanto à real utilidade e sucesso do Apple Watch podem ter sido os responsáveis pela redução, apesar da aparente certeza de Cook e outros executivos da empresa de que o relógio inteligente será um sucesso absoluto quando chegar ao mercado em abril.

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