Sony está preparando o lançamento da linha PlayStation na China

Por Redação | 26 de Maio de 2014 às 09h05
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A Sony anunciou que os consoles da linha PlayStation finalmente chegarão ao território chinês nesta semana. O lançamento acontecerá após o fim de um embargo de quase 14 anos que impedia a venda de consoles de videogame estrangeiros no país, mas que não impediu que o mercado ganhasse uma força que o leva a ser considerado um dos maiores do mundo.

Agora, empresas desse mercado (Sony, Microsoft e Nintendo) protagonizam uma verdadeira corrida do ouro para disponibilizar seus aparelhos mais recentes ao público chinês, que conta com mais de 338 milhões de gamers e uma oferta de jogos exclusivamente dedicada a eles. O público parece estar bastante disposto a receber as “novas” propostas do mercado internacional, mas isso não significa que as companhias do ramo terão chegada fácil à China.

Entre as regras rígidas impostas pelo país asiático está a parceria das companhias estrangeiras com empresas locais, que devem se instalar na zona de livre comércio da capital, Xangai. Para se adequar à norma, a Sony está criando duas joint ventures, uma focada no hardware de seus aparelhos e outra focada em software, com a Shanghai Oriental Pearl Culture Development. As informações são do CIO.

A empresa é focada em fomentar o turismo e a tecnologia, operando emissoras de TV e rádio, possuindo imóveis com finalidades culturais e trabalhando com verbas de publicidade para incentivar passeios pela capital da China. Ela será uma das responsáveis por tocar a operação no país asiático junto com a Sony, que deterá 49% das ações do segmento hardware e 70% do dedicado a software.

O uso de joint ventures também está sendo a estratégia usada pela Microsoft, que pretende lançar o Xbox One em território chinês no mês de setembro. Além disso, companhias do mundo mobile como ZTE e Huawei também estão aproveitando a abertura do mercado para lançar versões mais baratas de consoles baseados no sistema operacional Android, que podem ser plugados na TV para a jogatina dos títulos mais populares da plataforma.

O segundo desafio diz respeito às regras específicas para os games lançados no país, que precisam seguir normas bastante rígidas de conteúdo. Títulos como Call of Duty ou Grand Theft Auto, por exemplo, podem acabar nunca chegando ao território, a não ser que apareçam em versões bastante censuradas, algo que não costuma ser exatamente o modo de operar de boa parte das desenvolvedoras do mercado.

Não é permitido, por exemplo, nenhum conteúdo que faça menção a jogos de azar ou que possua temas relacionados a drogas, violência ou qualquer outro tipo de coisa que vá contra a legislação da China. De maneira mais vaga, também não podem ser lançados títulos que violem a cultura do país ou que possam ser vistos como uma ameaça à soberania nacional.

Todos os games lançados precisam passar por aprovação governamental, um processo que a China promete ser rápido e transparente. De acordo com as autoridades, todo o trabalho de autorização deve levar cerca de 20 dias para ser concluído e as distribuidoras ficam livres para submeter os títulos novamente quantas vezes forem necessárias até que eles estejam de acordo com as normas.

A ideia da Sony, porém, inclui não apenas a adaptação de jogos já lançados no exterior como a criação de games específicos para o mercado chinês. A estratégia já vem dando certo para empresas como Electronic Arts e Activision, que possuem versões exclusivas de games como FIFA ou Call of Duty, e deve ser cada vez mais utilizada agora que mais e mais companhias devem fincar suas raízes no país.

A Sony não revelou planos específicos para a chegada na China, nem quais de suas plataformas chegarão ao mercado do país e em que data. A expectativa, claro, é que a empresa libere o PlayStation 4 no mercado ainda em 2014, além de levar o PS Vita na tentativa de se infiltrar no mercado mobile com outra alternativa laém dos seus celulares.

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