Samsung venderá subsidiárias para tapar rombo nas contas

Por Redação | 26 de Novembro de 2014 às 11h19
photo_camera Divulgação

Você sabia que além de fabricar alguns dos celulares e televisores mais cobiçados do mercado a Samsung também produz equipamento bélico? Estamos falando de radares militares, sistemas completos para controle de navios de guerra e até mesmo chips que são usados em sistemas de mira para veículos de combate. A empreitada, no entanto, não vai durar muito mais tempo, uma vez que a empresa anunciou que vai vender os setores ligados à tecnologia armamentista.

O movimento faz parte do programa de reestruturação interna da companhia, que vem enxugando seu portfólio de serviços e tornando seu funcionamento mais eficiente para compensar as perdas oriundas, principalmente, do segmento mobile. Esta mudança em específico tem o objetivo de limpar a estrutura da empresa daqueles setores que não têm “sinergia” com seus principais negócios ou que estão apresentando números abaixo do esperado justamente por não receberem tanta atenção quanto deveriam.

Em um negócio que totaliza US$ 1,7 bilhão, as subsidiárias Samsung Techwin, Samsung General Chemicals, Samsung Total e Samsung Thales serão repassadas para o controle da Hanwha, um conglomerado sul-coreano de empresas de tecnologia. O negócio já foi firmado entre as duas partes e o processo de transferência começa em janeiro, com previsão de conclusão para meados do ano que vem.

Apesar de boa parte da venda ser em dinheiro, o CNET destaca que outros US$ 2 bilhões serão levantados por meio da transferência de papéis. Além disso, a Samsung permanecerá com 18,5% de controle sobre a General Chemical, atuando ao lado da Hanwha na produção de componentes que são usados na fabricação de poliéster e etileno, por exemplo.

Partes da produção de chips e semicondutores militares também serão separadas desse grupo e trazidas para dentro da própria Samsung. Aqui, a ideia é modificar e alterar algumas das tecnologias e inovações para utilização nos negócios mais tradicionais da fabricante, como os celulares, televisores inteligentes e câmeras digitais. O primeiro, principalmente, é visto pela diretoria da companhia sul-coreana como seu setor de maior sucesso e, por isso, continuará sendo o centro das atenções.

Efeito dominó

O grande responsável por todas as mudanças na Samsung seria o Galaxy S5, que acabou decepcionando a diretoria da empresa. As críticas em relação à semelhança com o Galaxy S4 e a ideia de que ele seria mais uma atualização do que um novo modelo teriam tido impacto sobre o sucesso nas prateleiras, gerando resultados bem abaixo do esperado.

Foi justamente isso que motivou a reestruturação interna na Samsung, que já vinha observando seus números ligados ao segmento de smartphones caírem. Agora que a baixa também atingiu seus principais setores, a diretoria da empresa está se mexendo para rever a situação e garantir que o crescimento continue a acontecer diante da concorrência cada vez maior nesse mercado.

Além da venda dos segmentos ligados à tecnologia militar, a empresa já anunciou uma redução no portfólio de celulares de baixo e médio porte como uma forma de economizar nos custos de produção e manutenção por meio de um reaproveitamento de peças.

Por fim, há relatos de que o diretor do segmento de smartphones, J.K. Shin, estaria prestes a deixar o cargo, sendo substituído por executivos ligados ao ainda bem-sucedido braço de televisores e eletrodomésticos. Cortes nas verbas destinadas à publicidade também estão sendo estudados.

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