Samsung, agora, planeja patentear a história da vida de seus usuários. Entenda

Por Redação | 08 de Outubro de 2012 às 16h25

Patentes que contêm soluções inusitadas não faltam por aí, mas que tal patentear um método para contar a sua vida e a sua rotina? A Samsung apresentou ao Escritório de Patentes dos Estados Unidos uma solicitação de uma nova tecnologia que pretende patentear a história dos seus usuários.

De acordo com o CNET, a patente determina que todas as atividades efetuadas pelos usuários dos smartphones da empresa sul-coreana sejam armazenadas e apresentadas como se fossem um conto ou uma história de verdade. Ou seja, todos os comandos que você acionar em seu dispositivo ou links que acessar serão salvos e apresentados como se fossem um diário.

Patente Samsung história de vida do usuário

Reprodução: Engadget

"A unidade analisa as informações de log coletadas e elabora pelo menos um tópico que representa as informações do cotidiano do usuário", afirma o texto do pedido de patente. "O gerador de histórias cria pelo menos uma frase que representa as informações cotidianas da pessoa usando pelo menos um dos tópicos armazenados na unidade de análise".

O novo recurso ainda deverá usar informações como a atividade dos usuários nas mídias sociais, previsão do tempo, mensagens de texto recebidas e enviadas, além de informações dos seus contatos e agenda de endereços, visando fornecer uma visão completa do dia a dia do dono do aparelho.

Muitos especialistas se dividem sobre a real utilidade da nova ferramenta que a Samsung planeja desenvolver. O jornal The Huffington Post afirma que o recurso poderá ser utilizado para o usuário monitorar e relembrar tudo que fez em um determinado dia e horário com a ajuda do calendário do seu aparelho, por exemplo. A publicação ainda espera que se a aplicação estiver disponível de forma nativa nos dispositivos móveis, que ela pelo menos tenha a opção para o usuário desligá-la.

Outros afirmam não confiar muito nos recursos e nos reais motivos para o desenvolvimento da ferramenta, já que não sabemos onde essas informações serão de fato armazenadas. Além disso, alguns acreditam que tal recurso poderia ser uma forma de invadir a privacidade dos usuários.

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