Samsung nega que fornecedora chinesa contrata menores de idade

Por Redação | 28 de Agosto de 2014 às 18h25

No início de julho, a China Labor Watch, uma organização que combate o trabalho infantil no país asiático, acusou uma das fornecedoras da Samsung de empregar adolescentes em suas unidades de produção. Agora, a fabricante do Galaxy S5 volta a ser alvo de críticas da mesma ONG, que afirma ter descoberto que mais uma das parceiras da fabricante coreana estaria empregando menores de idade.

As denúncias da vez atingem a HEG Electronics, uma companhia da Província de Guangdong que trabalha na montagem de produtos para a Samsung, além de ter contratos também com a Lenovo. De acordo com o China Labor Watch, pelo menos dez dos empregados da fábrica são menores de 16 anos e um deles, pelo menos, tem apenas 14 anos de idade.

Em resposta, ao site The Next Web, a Samsung disse estar ciente dos relatos, mas que uma investigação posterior, realizada pela própria marca, confirmou que as informações são falsas. Além disso, a empresa coreana lamentou o fato de que a China Labor Watch não incluiu em seus relatórios a realização de auditorias internas da própria companhia, bem como a notícia de que esse tipo de trabalho não teria encontrado nenhuma suspeita de que menores de idade estariam trabalhando na fábrica.

Indo além, a Samsung afirma sempre levar muito a sério qualquer tipo de alegação desse tipo e possui um grupo interno dedicado exclusivamente a apurar tais denúncias. Na China, a contratação de menores de 16 anos é ilegal, mas mesmo essa idade é considerada baixa demais para a fabricante coreana, que apenas coloca para trabalhar os maiores de 18 anos.

Esse tipo de atitude é compartilhada por outras empresas de tecnologia que possuem negócios na China e acabou levando a um mercado negro de identidades, com jovens em situação miserável buscando documentos falsos para que possam trabalhar e ajudar suas famílias. Normalmente, os adolescentes em tais condições aceitam os empregos por um salário menor e não aparecem nos registros oficiais, sendo contratados por agências de terceiros ou empresas fantasmas.

A cada semestre, a Samsung libera um relatório de sustentabilidade que inclui, também, informações sobre a presença ou não de trabalho infantil em suas instalações. Na última edição do documento, revelada no início de julho, a empresa apontou irregularidades em 59 de seus 100 fornecedores, mas nenhuma relacionada à presença de menores de idade, e sim à ausência de equipamentos de segurança ou planos de evacuação no caso de emergências.

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