Samsung já está preparando chips de 64-bit para smartphones

Por Redação | 27 de Fevereiro de 2014 às 14h00
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Assim como aconteceu com os computadores, a busca por processamento mais rápido e maior eficiência do sistema operacional está levando os smartphones para o mundo 64-bit. E a Samsung afirma já estar de olho nessa tendência. Durante o Mobile World Congress 2014, o vice-presidente de marketing da divisão de componentes, Kyushik Hong, afirmou que a companhia já está realizando trabalhos esse sentido.

Segundo ele, em entrevista ao site CNET, os primeiros componentes de 64-bit devem ser lançados ainda em 2014, de forma que a Samsung não constitua um gargalo para si mesma e outras fabricantes para quem é fornecedora. Isso, porém, não significa que a tecnologia já está pronta, muito pelo contrário. O executivo afirma que ainda há muito trabalho a ser feito até que os dispositivos possam efetivamente estar prontos para uso.

Hong cita exemplos como os chips Exynos, do Galasy S5 e Note 3, como provas de que a Samsung realmente está em busca de soluções de processamento mais rápidas. Ainda assim, porém, a empresa admite estar um pouco atrás de suas concorrentes, como a Apple, por exemplo, que já anunciou a criação de chips ARM com arquitetura 64-bit, indicando que uma versão assim do iOS também já deve estar sendo desenvolvida.

O mesmo vale para Intel e Qualcomm, empresas que, inclusive, levaram esse tipo de arquitetura para demonstrações em Barcelona, durante o MWC 2014. Ainda assim, Hong se mostra tranquilo, já que por mais que os rivais já possuam chips prontos, os sistemas operacionais ainda não funcionam em 64-bit, permitindo que a Samsung tenha mais tempo para desenvolver soluções de acordo com as expectativas do mercado e dentro de seus próprios padrões de qualidade.

Outro grande foco da Samsung é acumular mais clientes, de forma a se tornar uma das principais fabricantes de processadores do mercado. Isso, conta Hong, será feito a partir de parcerias com empresas não apenas de smartphones e tablets, mas também de computadores – como a HP, que lançou um Chromebook com componentes da fabricante – e tecnologias vestíveis.

Além disso, o objetivo é investir mais nos mercados de baixo e médio custo, que exigem soluções de chips integrados para reduzir os custos de fabricação e permitir a chegada de aparelhos mais baratos ao mercado. Hong conta que já existe um planejamento definido nesse sentido e os planos devem ser revelados à imprensa em breve.

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