Samsung afirma que não encontrou trabalho infantil na fábrica da sua fornecedora

Por Redação | 04 de Setembro de 2012 às 18h00

Após denúncias de uso de mão-de-obra infantil na fábrica de uma das fornecedoras de componentes da Samsung na China, a empresa sul-coreana se pronunciou nesta segunda-feira (3) afirmando que seus técnicos não encontraram sinais de trabalho infantil na fábrica.

"A Samsung se mantém e suas empresas fornecedoras no mais alto padrão de trabalho", afirmou a companhia em um comunicado oficial. "Temos uma política de tolerância zero sobre violações de trabalho infantil e, portanto, estamos realizando auditorias de campo em todas as nossas instalações na China e também nas instalações de fornecedores e propriedades, e todas estão dentro das leis trabalhistas aplicáveis e de trabalho na Samsung".

Em agosto, o grupo China Labor Watch publicou um relatório informando que a parceira da Samsung, a HEG Electronics, tinha em seu quadro de funcionários pelo menos sete crianças com menos de 16 anos. Depois da publicação o relatório, a sul-coreana enviou uma equipe até a China para averiguar o caso.

Funcionária Samsung

Os investigadores da Samsung continuarão fazendo vistorias nas mais de 105 fornecedoras na China

Segundo a CNET, os investigadores e técnicos descobriram que alguns dos funcionários eram estudantes com menos de 18 anos, porém, maiores de 16 anos, idade permitida para o trabalho legal no país asiático. O relatório da investigação também mostra que os mais de 2 mil funcionários foram obrigados a trabalhar de 11 a 13 horas por dia com apenas um descanso de 40 minutos para comer.

Ao longo do mês de setembro, os técnicos da Samsung continuarão fazendo vistorias nas mais de 105 fábricas chinesas fornecedoras e a companhia planeja desenvolver um novo código de conduta mais rígido para os seus parceiros.

O China Labor Watch publicou um relatório similar sobre a Foxconn, fornecedora de componentes para iPhone e iPad. No relatório, o grupo acusou a empresa de forçar seus funcionários a trabalharem por longas jornadas e de muitos deles terem cometido suicídio. As acusações fizeram a Apple iniciar um programa de auditoria em suas fornecedoras, no qual os empregados eram obrigados a fazer várias horas extras e receber salários baixíssimos.

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