SDN: anos de inovação à frente

Por Colaborador externo | 05 de Novembro de 2014 às 18h20

por Douglas Falsarella*

O mercado de SDN vai vivenciar um grande boom nos próximos anos. De acordo com estimativas da IDC, a tecnologia deverá se expandir 733%, passando de US$ 960 milhões, para mais de US$ 8 bilhões em 2018. E isso porque as redes definidas por software trazem um conceito totalmente diferente: não é a apenas o produto, ou a caixa. É toda uma solução baseada na arquitetura da nuvem, o que vai muito além das tradicionais vendas que acontecem hoje no mercado de TI em geral.

Para entendermos a complexidade do SDN, é necessário compreender que essa tecnologia em especial transforma a tradicional venda da “caixa” – o hardware, com seu software proprietário, ou seja um sistema fechado, em uma proposta aberta e que claramente dá um salto, se estabelecendo entre os tradicionais sistemas legados, de um lado, e as avançadas plataformas na nuvem, de outro.

E, por incrível que pareça, a inovação começa justamente na “caixa”. Quando há uma descontinuidade, e um salto na evolução do produto, é que vem a inovação em termos de emprego da tecnologia, e até mesmo mentalidade das pessoas. Métricas típicas para se avaliar a inovação quando se trata de equipamentos de rede estão relacionadas a fatores como latência, densidade de portas, capacidade de transmissão de dados e escala além, é claro, de um sistema operacional robusto que possa gerir a tecnologia.

Exemplos não faltam: a série Catalyst da Cisco, lançada na década de 90, o Big IP da F5, e o data anlytics da Splunk, que surgiu na última década. Fabricantes com produtos realmente inovadores são pioneiros e líderes super competitivos em seus mercados e geralmente estabelecem tendências, ao invés de simplesmente segui-las. E essa curva é necessária na tecnologia, pois traz benefícios críticos ao negócio, além de ter a capacidade de reduzir o CAPEX em TI.

E nesta década em especial houve um avanço enorme nas plataformas, e a inovação mais uma vez estabeleceu uma descontinuidade. Exemplos não faltam: Palo Alto Networks em segurança, Vmware com a virtualização, Workday, que trouxe um SAAS baseado na nuvem. Todas essas empresas foram além do produto, e estabeleceram uma categoria. Essas empresas agora são multidimensionais, já que suas plataformas podem ser utilizadas em um número enorme de casos para prover agilidade ao negócio.

Um diferencial dessas empresas –e também um ponto comum entre elas– é que elas evitam qualquer inovação que incremente o que já existe, e preferem redefinir sistemas operacionais e práticas do passado. Eles operam de forma consistente utilizando técnicas de processamento distribuído, corrigem problemas rapidamente, e tem uma abordagem totalmente inovadora no que tange à desenvolvimento interno e entrega de serviços ao cliente.

O SDN surge, justamente, unindo essas duas pontas: a inovação no produto e na plataforma. Com o advento do Linux e DevOps, big data, storage IP, business analytics, OpenStack, entre outros, o SDN torna-se também uma inovação que descontinua o ciclo natural do desenvolvimento das tecnologias para rede, que vai além do sistema legado.

Sistemas SDN hoje representam uma melhoria dramática em termos de custo da operação, resiliência do sistema e disponibilidade da rede. Esses fatores, combinados aos conceitos de software livre e plataforma aberta, colocam as redes definidas por software anos à frente de seus competidores. Cabe aos gestores de TI, agora, compreender a curva de inovação do seu negócio e usar os anos à frente do mercado a seu favor.

*Douglas Falsarella é gerente de redes da Broadtec.

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