SAP aposta em cloud computing para atingir meta de € 3,5 bi em 2017

Por Redação | 24 de Janeiro de 2014 às 17h23

A SAP está mudando sua estratégia para os próximos anos e tem uma meta desafiadora: alcançar de 3 a 3,5 bilhões de euros em receita. A empresa, que até então apostava em mobile, in-memory e nuvem, agora adota a cloud como sua principal estratégia. Quem afirma é o CEO da companhia, Bill McDermott, que revelou que a SAP deve "fazer um corajoso movimento para transacionar a empresa para a nuvem".

Segundo o IT Web, McDermott aposta no movimento de implementações dos clientes da SAP Business Suite para a plataforma de serviços gerenciados do Hana. "Estamos levando nosso core business para a nuvem Hana, e a SAP assumirá a responsabilidade total de ajudar os clientes a simplificar seus panoramas e executar seus planos de negócios", explica o executivo. A SAP ainda deixa claro que irá combinar ofertas de software como serviço (SaaS) com a entrega da nuvem privada do core business da empresa, o Business Suite.

A meta da SAP para 2017 é um tanto ambiciosa: o valor está muito acima dos 758 milhões de euros reportados em 2013, bem como da previsão de 2 bilhões de euros para 2015. E, para chegar ao objetivo, a SAP enfrentará alguns obstáculos. McDermott reconhece que os investimentos na nuvem irão afetar o bottom line da companhia, e dessa forma, reduziu a previsão de alcançar margem de lucro de 35% em 2015, transferindo este montante para 2017, pretendendo conquistar a participação de mercado desejada.

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A concorrência levanta bandeira amarela para a SAP durante a corrida por bons números na nuvem, mas a empresa diz não se sentir ameaçada pelos players que apostam neste mercado. "Vamos crescer mais que os fabricantes pure-play, como Salesforce e NetSuite, pois contamos com soluções de negócios, RH, procurement e finanças", afirma o co-CEO Jim Hagemann-Snabe.

Para alcançar os 3 milhões de euros em 2017, a empresa deverá adotar estratégias que incluem aquisições adicionais – em 2013, a companhia se destacou no mercado de cloud graças a aquisições da SuccessFactor e Ariba por US$ 7,7 bilhões e da Hybris por US$ 1 bilhão. No entanto, o CEO da companhia diz que o crescimento na nuvem será "inicialmente" orgânico enquanto possíveis aquisições possam acontecer.

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