Rússia diz que vai banir iPhones e iPads no primeiro dia de 2015

Por Redação | 05.11.2014 às 10:32
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Basta saber um pouquinho sobre o mercado de tecnologia para não ter dúvidas de que os produtos da Apple são uns dos aparelhos mais procurados em todo o mundo. Por mais que a sua família de dispositivos não seja tão variada quanto a de seus concorrentes, a Maçã bate de frente com outras gigantes do segmento, como é o caso da Samsung. No entanto, a Rússia parece não dar a mínima para esse “pequeno” detalhe.

De acordo com o site Ubergizmo, a partir do dia primeiro de janeiro de 2015, o governo russo vai banir os iPhones e iPads do país. Isso significa que esses aparelhos não poderão ser vendidos a partir da data citada, resultando em uma forte barreira contra a Apple na região. Ainda segundo o que foi divulgado, o motivo oficial para que isso tenha sido decidido é o iCloud, serviço de armazenamento na nuvem da Maçã.

Pulga atrás da orelha

As autoridades russas decretaram que todos os serviços que armazenam algum tipo de informação e que atuem no país são obrigados a guardarem essas informações em solo russo. Como os data centers da Apple ficam nos Estados Unidos, o governo optou por colocar em vigor a proibição. Em teoria, essa restrição vai afetar todas as empresas que trabalham de forma parecida com o iCloud, mas não há informações disso estar acontecendo.

Enquanto isso, quem já tiver um smartphone ou tablet da Maçã e morar no país em questão, vai encarar um bloqueio específico do iCloud. Resolver essa questão seria algo fácil para a Apple e outras companhias do ramo, já que bastaria instalar um data center na Rússia. Contudo, ao que parece, as empresas não querem incentivar este tipo de decisão, de forma que a instalação de um data center abriria um precedente para outros governos.

Apesar do governo russo já ter explicado o motivo para o banimento de iPhones e iPads a partir de 2015, fica uma dúvida: será que essa iniciativa não foi fortalecida pelo pronunciamento de Tim Cook sobre a sua sexualidade? Afinal de contas, a Rússia é famosa pela sua política anti-LGBT e já mandou, inclusive, retirar um monumento em homenagem a Steve Jobs depois que o CEO da Maçã se declarou homossexual.