Ruby é a linguagem mais valorizada do mercado, aponta estudo

Por Redação | 27 de Novembro de 2014 às 14h46

Programar computadores costuma ser uma atividade deveras lucrativa em muitos países (nem tanto em nível de Brasil, por falta de incentivos e regulamentação do setor), mas uma reportagem lançada pela Quartz no último dia 19 surpreendeu ao anunciar uma lista contendo rendimentos médios acima de US$ 100 mil para as três maiores linguagens: Ruby (mais especificamente pelo framework Ruby on Rails para desenvolvimento web), Objective-C (superconjunto estrito da linguagem C), e Python. Outras linguagens que apareceram na lista foram Java, Javascript, C++, C#, SQL e Perl, além das veteranas C e Visual Basic.

Linguagens que pagam melhor 11/2014

Para que se possa ter uma ideia melhor do quão altos estes salários são, o primeiro da lista, para Ruby on Rails, dá rendimentos estimados em US$ 109.460 anuais. Convertendo para o padrão nacional, que costuma marcar os salários em reais, isso daria aproximadamente R$ 23 mil mensais. Traçando um paralelo com o mercado brasileiro, um salário desses chega a ser maior do que o de um Gerente de Sistemas Sênior, segundo tabela da revista Info.

Os dados foram obtidos a partir de uma análise de milhares de anúncios de empregos americanos feita pela Burning Glass com o instituto econômico Jonathan Rothwell, em julho desse ano. O próprio site informa que a base de dados é incompleta, por desconsiderar linguagens novas, porém populares, como Haskell e Erlang, além de contar com anúncios que não informam a linguagem requerida e/ou salário.

É bom lembrar aos leitores que, embora haja linguagens que paguem melhor (ou que tenham maior retorno mercadológico) do que outras, a que está no topo num determinado momento pode não ser a melhor para se aprender, nem a mais adequada para se seguir carreira. O topo da lista de linguagens mais usadas costuma ser flutuante, embora haja algumas linguagens que permanecem na lista por anos ou até décadas a fio, como C, Java e Python, bem como outras que não estão na lista, mas que têm demanda devido à baixa oferta de programadores, como Cobol. Um bom programador, independentemente das linguagens que saiba, precisa dominar boas práticas de programação, metodologias e padrões de projeto, e sempre se atualizar em novas tecnologias e linguagens.

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