Retorno do Beats Music: Apple adquire serviço de análise para serviços musicais

Por Redação | 21 de Janeiro de 2015 às 13h20

A Apple continua investindo no mercado musical e, nesta quarta-feira (21), a empresa fez a aquisição de mais um serviço relacionado à área. De acordo com informações publicadas pelo The Guardian, a empresa comprou a Semetric, empresa que opera o serviço Musicmetric, voltado para análise de métricas, números e engajamento especificamente sobre a indústria fonográfica.

Nela, é possível avaliar diversos tipos de dados sobre o setor como, por exemplo, a quantidade de álbuns vendidos ou quais as músicas que mais vendem. Informações sobre os mais ouvidos em serviços de streaming, downloads populares em plataformas de Torrent – mesmo se tratando de pirataria – e os comentários nas redes sociais sobre cada artista também dão as caras na plataforma de métricas. Com a ferramenta, também é possível organizar o portfólio musical para que ele seja distribuído de acordo com observações demográficas.

Oficialmente, a Apple não confirmou a aquisição, afirmando apenas que realiza aquisições de serviços e tecnologias menores de tempos em tempos. Da mesma forma, não há informações sobre valores ou termos da negociação. Extraoficialmente, porém, já se fala em uma preparação para o “retorno” do Beats Music, agora sob o guarda-chuva da companhia, e um dos principais efeitos diretos da compra da empresa de mesmo nome, uma das maiores já feitas na história da Maçã e confirmada no ano passado.

Outros indícios, porém, indicam que a Semetric, agora, é realmente parte da empresa de Cupertino. A companhia britânica registrou recentemente uma mudança de endereço junto às autoridades do Reino Unido, estando localizada agora em um prédio da Apple. Além disso, Gene Levoff, que é um dos principais diretores da área jurídica da empresa, foi apontado como gerente da firma de análise em outubro do ano passado, mais um forte indício de que a dona do iPhone está tomando conta da companhia.

Musicmetric

Para analistas ouvidos pelo Guardian, a aquisição seria estratégica, como uma forma de prever melhor os movimentos do mercado e a preferência dos usuários. Como o Musicmetric realiza análises não apenas do mercado formal, mas também de números relacionados à pirataria, ele teria uma abrangência maior, facilitando a descoberta de tendências de mercado. Além disso, dá um olhar sobre a movimentação em plataformas concorrentes, como o Spotify, mostrando tudo o que é popular por lá e revelando porque as pessoas podem preferir um serviço no lugar de outro.

Essas características, inclusive, são de grande interesse para a Apple. Muito se fala sobre o fato da empresa, acostumada a estar na vanguarda quando o assunto são dispositivos móveis, ter perdido o bonde no mundo musical, apostando na venda de músicas enquanto os usuários migravam cada vez mais para os serviços de streaming.

Foi justamente por isso que a Maçã realizou a aquisição da Beats. Com a compra, a empresa entra de cabeça nesse setor com uma solução já em funcionamento e com um considerável número de usuários. Além disso, traz para seu rol de executivos nomes como Dr. Dre e Jimmy Iovine, produtores com larga experiência no mercado fonográfico, que podem facilitar no fechamento de acordos e licenciamentos. A compra de um serviço de métricas, então, seria mais um passo nesse redirecionamento musical.

A ideia seria que o Musicmetric estaria disponível não apenas para a Apple, mas também para artistas e gravadoras para que todos possam avaliar suas vendas e audiência. A união desse aspecto com o nome iTunes e toda a estrutura da Apple é vista com atenção pelo mercado, que aguarda ansiosamente o primeiro movimento da Maçã nesse sentido. Só não se sabe, exatamente, quando ele vai acontecer.

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