Relógio inteligente da Microsoft focará o mercado corporativo, preveem analistas

Por Redação | 22.10.2014 às 12:55
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Não é de hoje que ouvimos rumores da entrada da Microsoft no mercado de relógios inteligentes. Os boatos ganharam força no início desta semana, quando fontes disseram à revista Forbes que a gigante de Redmond irá anunciar um modelo próprio de smartwatch já nas próximas semanas. Agora, alguns analistas fazem suas apostas sobre como deverá ser o acessório da fabricante do Windows.

Para eles, o relógio de pulso terá foco na saúde e, principalmente, integração com ferramentas de trabalho e produtividade. Em entrevista ao site VentureBeat, o analista Pascal Koenig, da Smartwatch Group, citou fontes ligadas à empresa que afirmam que "entre os principais recursos do gadget estão o envio de mensagens, integração com o Outlook e comandos de voz". Assim como o sistema operacional Windows 10, o aparelho seria voltado inicialmente para clientes corporativos.

Como destaca Koenig, a estratégia da Microsoft é acabar com a segmentação dos relógios inteligentes e transformá-lo num produto tanto para o trabalho quanto para o uso no dia a dia. Ou seja, o consumidor compraria um dispositivo para ambas as funções, sem precisar escolher em qual delas o smartwatch se "encaixa" melhor.

Além disso, o acessório pode ser o primeiro do mercado com recursos multiplataforma, permitindo sincronização com diferentes sistemas, incluindo iOS, Android e Windows Phone. Embora essa dependência de um telefone celular ainda seja um problema para a indústria de smartwatches, a medida é a mais sensata à Microsoft, especialmente se levar em consideração que o Windows Phone está presente em apenas 2,5% dos smartphones do mundo, segundo dados da consultoria IDC.

Outra dúvida levantada por analistas é se o hardware do aparelho será de responsabilidade de outras fabicantes ou da própria Microsoft. "Estamos céticos se as pessoas gostariam de usar um relógio com a marca Microsoft. No entanto, o produto pode funcionar como uma vitrine para conseguir parceiros de hardware", disse Koenig. Isso acontece com o Google, que cuida do software (Android Wear), enquanto outras empresas ficam com a parte física (o relógio).

Fato é que a empresa liderada por Satya Nadella está de olho no mercado da tecnologia vestível. Além de funções destinadas ao trabalho, o acessório seria capaz de monitorar sinais vitais do usuário e teria autonomia de dois dias contínuos, o que o colocaria em vantagem frente aos rivais que precisam ser carregados todos os dias. Preço e nome oficial do smartwatch não foram revelados, mas a Forbes destaca que o aparelho estará disponível para venda logo após ser anunciado.