Relatório 'proíbe' norte-americanos de negociar com as chinesas Huawei e ZTE

Por Redação | 08.10.2012 às 18:46

Hoje (08), pela manhã, o Comitê de Inteligência do Congresso dos Estados Unidos divulgou um relatório alertando as empresas do país para que evitem fazer negócios com duas conhecidas empresas chinesas de tecnologia: Huawei Technologies e Corp ZTE. As empresas são líderes mundiais em fabricação de componentes de hardware e dispositivos móveis.

Conforme informações da Reuters, o Comitê realizou uma investigação sobre as duas companhias durante 11 meses e concluiu que elas poderiam estar trabalhando sob a influência do governo chinês, o que representaria uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

"A China tem os meios, oportunidades e motivos para usar empresas de telecomunicações para fins maliciosos", diz um trecho do relatório.

"Os sistemas do governo dos EUA não devem incluir equipamentos ou componentes da Huawei ou da ZTE", diz o texto, estendendo a recomendação para empresas que trabalham em programas do governo.

Porém, a Huawei não se calou diante da acusação e já emitiu uma declaração alegando que o relatório "falhou em fornecer informações claras ou provas para comprovar a legitimidade das preocupações do Comitê".

"Temos que suspeitar de que o único propósito de tal relatório é impedir a concorrência e dificultar o ingresso de companhias chinesas no mercado dos EUA (...) Infelizmente, o relatório do comitê não só ignorou o nosso histórico comprovado de segurança de rede nos Estados Unidos e no mundo, mas também não prestou atenção à grande quantidade de fatos que nós fornecemos", completa a chinesa Huawei.

A Huawei é a segunda maior fabricante de roteadores do mundo e outros hardwares de telecomunicação, enquanto a ZTE é a quinta. Ambas as empresas também fabricam celulares vendidos nos EUA pela Verizon, Sprint e T-Mobile.

Não é de hoje que alguns especialistas norte-americanos em segurança cibernética andam preocupados com a contratação de empresas chinesas. Esses temores foram destacados por um frenesi da mídia no início deste ano, quando alertaram sobre um possível "backdoor" em chips de computador fornecidos por uma empresa chinesa para militares dos Estados Unidos. Algum tempo depois essas afirmações foram desmascaradas.