Receita do Yahoo! tem quarta queda consecutiva

Por Redação | 29 de Janeiro de 2014 às 15h06

O faturamento do Yahoo! apresentou a quarta queda consecutiva entre os meses de outubro e dezembro de 2013. De acordo com números apresentados nesta quarta (29), a empresa registrou receita de US$ 1,2 bilhão nos últimos três meses do ano passado, um total que representa queda de 11% em relação aos 1,34 bilhão registrados no mesmo período de 2012.

Um dos principais fatores que contribuíram para o resultado foi a baixa nas vendas de anúncios, que apresentaram redução de 6% no quarto trimestre de 2013. Os preços das propagandas também caíram cerca de 7%, com exceção da Coreia, território onde os valores permaneceram os mesmos mas não foram suficientes para reverter a tendência negativa de todo o conjunto.

Apesar desse panorama, o Yahoo! também teve bons resultados para exibir. O lucro líquido, por exemplo, apresentou alta e foi registrado acima das expectativas do mercado. No período, esse montante foi de US$ 348,2 milhões e a empresa relata um lucro de US$ 0,46 por ação, resultado que foi além dos US$ 0,38 esperados por especialistas de mercado e da própria companhia. O setor de buscas também apresentou crescimento de 8%, registrando US$ 461 milhões.

O Yahoo! também divulgou números relacionados a seu desempenho ao longo de todo o ano de 2013. Segundo a empresa, a tendência de queda dos trimestres também se refletiu nos números anuais, com queda de 6% no faturamento e um total de US$ 4,7 bilhões. Os lucros tiveram pequena alta de 4% e chegaram a US$ 590 milhões.

A estratégia do Yahoo! para reverter as sucessivas quedas se concentra em novas políticas de publicidade, que focam ainda mais na segmentação de público e diferentes opções para os anunciantes. Além disso, o Tumblr passou a contar com uma função de posts patrocinados. A empresa também está investindo em aquisições e novas tecnologias para expandir seu portfólio e se tornar mais atrativa.

Em curto prazo, porém, a empresa também falou em venda de patentes, que estariam sendo negociadas com previsão de conclusão para meados de 2014. O diretor financeiro Ken Goldman, porém, não entrou em detalhes sobre quais tecnologias seriam vendidas, afirmando apenas que elas passarão para as mãos de companhias que realmente atuam no mercado, e não de empresas que poderiam fazer dinheiro com processos.

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