'Queremos construir novas experiências pelo Facebook', afirma Mark Zuckerberg

Por Redação | 16 de Abril de 2014 às 15h32
photo_camera Mashable

Ele tomou o lugar do Orkut, Fotolog e outras redes sociais bastante populares no início dos anos 2000. Hoje com mais de 1 bilhão de usuários, o Facebook se tornou uma dos sites mais acessados do mundo e também uma das empresas mais lucrativas do Vale do Silício. O segredo de tanta prosperidade se deve em partes pelo CEO, Mark Zuckerberg, um dos líderes mais icônicos entre as gigantes da tecnologia.

Apesar do sucesso, a rede social enfrenta desde o ano passado uma fase duvidosa em sua trajetória. Os jovens, que antes eram o principal público do site, estariam trocando o serviço por outras plataformas de comunicação, como o Twitter, Pinterest e aplicativos para dispositivos móveis, como Instagram e WhatsApp. Dessa forma, estaria o Facebook caminhando rumo ao esquecimento? De acordo com Zuckerberg, a coisa não é bem assim. Em entrevista ao jornal The New York Times, o executivo comentou sobre uma série de temas, incluindo a falta de inovação e algumas falhas que atingiram o site nos últimos anos.

Para o cofundador do Facebook, um fator decisivo na popularidade da rede social está na migração do serviço para o universo mobile, no caso aparelhos como tablets e smartphones. Segundo Zuckerberg, o site começou como uma plataforma voltada para o desktop, mas que foi necessária uma mudança no foco da empresa para permitir diferentes formas de compartilhar o conteúdo. "Acho que as pessoas querem coisas diferentes quando estão no celular. A facilidade de acesso é importante", disse.

Dois recursos anunciados pelo Facebook e que não caíram no gosto do público foram o Graph Search e o Facebook Home. O primeiro é a chamada Busca Social, uma ferramenta que ampliava as pesquisas feitas na rede para trazer resultados melhores e mais completos. Mais uma vez, Zuckerberg acredita que, mesmo sem ter alcançado um bom patamar, o Graph Search é uma opção perfeita para quem acessa o site pelo celular.

"Tudo isso [as buscas feitas pelo recurso] tem sido feito pelo computador tradicional, mas o impulso verdadeiro é pelos dispositivos móveis. Acho que a verdadeira questão será como torná-lo eficaz no celular. (...) Eu diria que o Graph Search é algo para pensarmos pelos próximos cinco anos. Temos que fazer projeções de impacto por um longo período de tempo", afirmou.

Já o Facebook Home parece ter sido deixado de lado por Zuckerberg e sua equipe. A novidade foi lançada para dispositivos Android há um ano e consiste em uma nova tela inicial que substitui toda a interface padrão por outra completamente integrada com a rede social. "Com o Home, a recepção foi muito mais lenta do que esperávamos. Mas era uma coisa arriscada. É algo muito diferente de outros apps, como o Paper e o Messenger", disse.

Mark Zuckerberg

(Foto: Jim Wilson/The New York Times)

Falando no Messenger, Zuckerberg afirmou que o aplicativo de bate-papo registra mais de 10 bilhões de mensagens enviadas por dia. O executivo não considera a ferramenta um rival do WhatsApp - que agora pertence ao Facebook -, pois os dois são serviços com propósitos distintos. "O Messenger é mais indicado para você conversar com seus amigos, enquanto o WhatsApp é como um substituto do SMS. Mas ambos são muito grandes em vários países", disse.

E no que depender do CEO do Facebook, os aplicativos móveis adquiridos pela companhia se tornarão os carros-chefes da empresa nos próximos anos, mais do que a própria rede social. "Primeiro temos o Facebook App. Um bilhão de pessoas ou mais estão utilizando, e é um bom negócio. Depois temos o Instagram, o WhatsApp, o Messenger e a Pesquisa. E por último temos as coisas que estamos levantando a partir do zero, como o Home e o Paper", explicou.

"O que queremos fazer é construir novas experiências para as pessoas acessarem [pelo Facebook e seus apps]. E seria um erro comparar qualquer uma dessas ferramentas entre si. Elas estão em níveis diferentes", explicou. Zuckerberg também citou rapidamente a compra da Oculus VR, fabricante do headset de realidade virtual Oculus Rift. "Existem algumas experiências que são melhores através de outras identidades. Acho que vocês podem esperar por mais coisas assim [no caso, a realidade virtual]".

Perguntado sobre o amadurecimento e mudança de foco do Facebook, Mark Zuckerberg, que completará 30 anos em 2014, disse que está sempre em busca de novas formas para aprimorar a experiência dos usuários na rede social, sejam eles mais jovens ou mais velhos. Para o executivo, o essencial é permitir que as pessoas se conectem e conversem entre si. "Estou focado no Internet.org e como conectar todas essas pessoas. Mas [entendo que] minha vida é muito diferente do usuário que vai acessar a web pelos próximos dois anos", conclui.

O Internet.org é um projeto do Facebook que tem como objetivo levar internet para as mais de cinco bilhões de pessoas ao redor do globo que ainda não têm acesso à rede. Leia mais.

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