Quem são os profissionais de sua empresa?

Por Colaborador externo | 01 de Setembro de 2014 às 09h24

Por Alex Eduardo Braga*

Como todo profissional, às vezes procuro imaginar quais são as particularidades que outras áreas enfrentam para tentar entender quais são seus objetivos e as suas dificuldades para atingi-los. Digo que apenas tento, pois aprendi que muito do conhecimento que adquirimos em nossa vida provém da união dos esforços acadêmicos e profissionais, tornando difícil obter um entendimento pleno sobre outras disciplinas, sem a experiência adequada.

Uma das certezas que eu possuo é que, devido ao alto grau de especialização existente na maioria das profissões, como médicos, acadêmicos, analistas, entre outros, muitas vezes achamos que o melhor profissional está em uma destas categorias. De nenhuma maneira, quero desmerecer a importância destes, mesmo porque faço parte de um deles. Mas, o que pretendo enfatizar é que entre todos, apenas um tipo de profissional consegue superar em competência e excelência todos os outros. Trata-se de um profissional muito especial e às vezes pouco valorizado, porém é indispensável ao funcionamento de organizações. Ele se chama “cliente”.

Pode soar estranho colocar o seu cliente no mesmo patamar que os profissionais de sua empresa, mas reflita antes sobre as seguintes considerações. Por definição, o cliente sempre buscará o melhor produto ou serviço. Buscar o melhor, independente de seu campo de atuação, é a uma das características mais desejadas de um profissional que sempre deve almejar o melhor resultado na realização de suas atividades.

Quando o cliente (fornecedor) adquire um produto ou serviço, como um sistema, a intenção é obter os melhores resultados, sem precisar desviar o foco de sua atividade principal, que é atender ao seu próprio cliente. Todo verdadeiro profissional, seja ele gestor ou colaborador, tende a agir de maneira similar, maximizando os seus resultados ao focar os seus esforços em sua atividade principal, direcionando assim as necessidades especificas que não façam parte do seu escopo para as outras áreas de atuação existentes em sua organização.

Pressupor que seu cliente não é um profissional é o mesmo que afirmar que este escolheu o seu produto ou serviço completamente ao acaso, e não pela competência de sua organização.

Todos os profissionais também são clientes que usufruem de produtos ou serviços oferecidos por outros profissionais. Sendo conscientes de nossas escolhas, sabemos que nos valemos de nosso senso crítico, e não do acaso, para efetuar aquisições. Deste modo, não podemos considerar que nossos clientes tenham agido de maneira diferente.

Neste contexto, quando percebemos que os dois lados pertencem à mesma moeda, torna-se óbvio tanto a necessidade de nos colocarmos no lugar de nossos clientes para entendermos seus desejos e anseios, assim como para reconhecer o seu profissionalismo como um reflexo da competência de sua organização.

*Alex Eduardo Braga é analista de suporte da Store Automação, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor logístico.

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