Project Loon: Google irá disponibilizar conexão com a internet através de balões

Por Redação | 17 de Junho de 2013 às 13h38
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O Google acaba de iniciar os primeiros testes de um novo projeto que promete conectar milhares de pessoas ao redor do mundo à internet utilizando uma tecnologia há muito conhecida: balões. O Project Loon, como está sendo chamada a iniciativa, já lançou 30 balões nos céus da Nova Zelândia, que irão oferecer conexão à internet com velocidade do 3G para 50 pessoas no país, neste primeiro momento.

"Acreditamos que pode ser realmente possível construir um anel de balões, voando ao redor do mundo nos ventos estratosféricos, fornecendo acesso à internet para a Terra. Ainda é muito cedo, mas nós construímos um sistema que usa balões transportados pelo vento a altitudes duas vezes maiores do que os aviões comerciais para fornecer acesso à internet em terra firme com velocidades semelhantes ao 3G atual ou mais rápidas", afirmou a empresa em seu blog oficial.

Os balões usados pelo Google foram desenvolvidos pela Força Aérea norte-americana nos anos 1950 e são construídos com um filme de poliéster chamado Mylar. Cada balão possui 15 metros de diâmetro e circula com equipamentos como antenas de rádio, computadores de voo, sistema de controle de altitude e painéis solares que são os responsáveis pela produção de energia para o sistema. Os balões, que são hermeticamente selados para comportar gases mais leves do que o ar, voarão na estratosfera a 20 quilômetros de distância do solo, ou o dobro da altitude empregada na aviação comercial.

Cada balão deve permanecer nos ares por até 100 dias, provendo conexão com a internet em áreas de 40 quilômetros de diâmetro em torno do balão e, empurrados pelo vento, eles circularão nas direções leste e oeste.

O objetivo do Project Loon é oferecer acesso à internet em áreas rurais e remotas, onde a conexão com a rede é feita via satélite e pode ser muito cara, bem como atender áreas afetadas por desastres naturais e que tiveram suas infraestruturas de comunicação afetadas. No entanto, o Google ainda estuda como resolver alguns problemas do sistema que envolvem, principalmente, o controle da direção dos balões.

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