Problemas no mercado de Blu-rays deve derrubar lucros da Sony

Por Redação | 02 de Maio de 2014 às 10h20

Um gigantesco investimento feito em 2006 parece estar assombrando a Sony. A empresa revisou nesta quinta-feira (01) sua previsão de lucros para o primeiro trimestre de 2014. Enquanto ainda trabalha em seus números, a empresa alertou os acionistas para esperarem um total na casa dos US$ 254 milhões, bem abaixo dos US$ 782 milhões previstos em meados de fevereiro.

O motivo para essa diminuição drástica na expectativa de resultados é a profunda queda na demanda por mídias físicas, com os usuários preferindo cada vez mais opções de streaming e outros meios digitais de entretenimento. Sendo assim, o mercado de Blu-rays vem apresentado quedas constantes, ao contrário das previsões iniciais da companhia.

A Sony foi uma das principais apoiadoras do Blu-ray como novo formato padrão da indústria, tanto para o entretenimento quanto como meio de transporte e armazenamento de dados. Em 2006, o incrível espaço em disco e a alta qualidade de vídeo foram citados como os grandes diferenciais da plataforma, cuja presença no PlayStation 3 auxiliou para seu estabelecimento no lugar do concorrente HD-DVD.

O que a empresa não previu, porém, foi o crescimento da distribuição digital, tanto no mercado de jogos quanto no mundo do entretenimento como um todo. Os usuários, cada vez mais, preferem pagar assinaturas para terem acesso a uma grande oferta de conteúdo por streaming do que adquirir discos físicos, com quedas sucessivas nas vendas em loja.

O problema disso tudo é que a Sony diz ainda não ter recuperado o investimento feito no início da década passada. Segundo a empresa, a demanda dos consumidores por mídias físicas está caindo bem antes do esperado, gerando um fluxo de dinheiro insuficiente para a recuperação das apostas em longo prazo que foram feitas na tecnologia. E a tendência é que os números, nesse quesito, só piorem.

Deixando o mercado

Além da decadência do mercado de Blu-rays, a Sony cita a transição de seu segmento de computadores pessoais como outro fator determinante para a redução de 68% em suas expectativas de lucro. Seguindo a tônica de muitas outras companhias asiáticas, a empresa está se desvencilhando de seus negócios com PCs antes que o mercado atinja uma decadência profunda.

O foco maior em tablets e smartphnes será dado a partir da conclusão da venda da VAIO, sua divisão de computadores para o Japan Industrial Partners, um fundo de investimentos da terra do sol nascente. O negócio foi anunciado em fevereiro deste ano e deve ser concluído em julho. Até lá, a Sony já pede que seus acionistas e investidores estejam preparados para resultados abaixo do esperado e confiem nos planos da empresa para o futuro.

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