Primeiro olho biônico do mundo ganha aprovação da FDA nos Estados Unidos

Por Redação | 16 de Fevereiro de 2013 às 13h35
photo_camera Divulgação

Anos de pesquisa e trabalho árduo garantiram o resultado mais do que esperado por Brian Mech, vice-presidente da empresa de equipamentos médicos Second Sight, quando a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou o seu projeto de olho biônico, o Argus II. A prótese é capaz de restaurar parcialmente a visão de pacientes com uma doença degenerativa na retina. As informações são do Popsi.

O Argus II é composto por duas partes: uma retina artificial com eletrodos embutidos que é implantada no olho do paciente por meio de um processo cirúrgico, e óculos equipados com uma câmera e um processador visual. A câmera de vídeo é responsável por capturar as imagens e enviá-las ao processador visual, que depois irá retransmiti-las para o olho biônico, permitindo que o usuário consiga 'enxergar' o que está ao seu redor.

Os pesquisadores ressaltam que o olho biônico não é capaz de recuperar a visão do paciente por completo, e permite apenas que as pessoas visualizem luzes e formas para ajudá-las a se locomover com mais facilidade. Estima-se que utilizar o Argus II é a mesma coisa que "assistir à televisão em uma tela com 60 pixels de resolução".

A tecnologia funciona perfeitamente com os portadores da doença degenerativa intitulada Retinite Pigmentosa (RP), pois ela afeta as células da retina responsáveis pela identificação da luz deixando todo o restante do sistema visual intacto, incluindo o nervo ótico que leva os sinais visuais da retina para o cérebro. Ou seja, os eletrodos presentes no Argus II funcionam em substituição aos fotorreceptores naturais do olho por estimular diretamente o restante das células da retina, que direcionam o sinal para o nervo ótico.

Assim como outras tecnologias inovadoras, o Argus II não é um mecanismo barato. Segundo informações obtidas pelo The New York Times, o olho biônico custará em torno de US$ 150 mil (R$ 293 mil), sem incluir a cirurgia e o tratamento posterior. O sistema e o tratamento estarão disponíveis em sete hospitais localizados na Califórnia, Nova York, Maryland, Pensilvânia e Texas.

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