Presidente da Microsoft diz que a caneta tinteiro será extinta até 2015

Por Redação | 09 de Fevereiro de 2015 às 08h03

Bill Gates nega veemente, mas a ele é atribuída a célebre – e errada – afirmação de que apenas 640 Kb de memória RAM seriam mais do que suficientes para qualquer computador. Agora é a vez de mais um executivo da Microsoft realizar uma previsão ousada: o atual CEO da companhia, Satya Nadella, disse que a caneta tinteiro está à beira da extinção e deve deixar de existir completamente até 2025.

Para ele, em entrevista ao canal americano ABC News, o item se tornará cada vez mais um item de luxo, peça de museu ou utilizado apenas por colecionadores ou entusiastas românticos. Do ponto de vista prático, porém, ela está mais do que acabada e, para a maioria do público, vai se tornar algo visto apenas em filmes e literatura antiga.

Mas isso não quer dizer que, no futuro próximo, as anotações e textos serão todos digitais. Na verdade, Nadella nem elaborou mais sobre o assunto, uma vez que a pergunta foi feita em uma rodada rápida de questões que também acabou revelando mais sobre a personalidade e o dia a dia de um dos CEOs mais importantes do mundo da tecnologia.

Por exemplo, ficamos sabendo que ele faz questão de dormir oito horas todos os dias, pois acredita que essa é a única maneira de manter sua mente ativa e funcionando de forma ágil. É algo que normalmente não se pensa quando se trata de um diretor de tecnologia, acostumado a viajar e trabalhar bastante. Mas, para Nadella, isso é essencial não apenas para manter a sanidade, mas também para que ele possa tomar as melhores decisões para a empresa que representa.

Ele também revelou um gosto pessoal pelo críquete, afirmando que, se pudesse ser outra pessoa por um dia, escolheria o atleta australiano Donald Bradman, reconhecido como o maior batedor de todos os tempos no esporte.

Mas, claro, ele não poderia deixar de falar especificamente sobre a Microsoft. Como já dá para imaginar, ele citou o Office como seu conjunto de ferramentas essencial para o cotidiano do trabalho e disse que o Windows Phone veio para ficar, não como uma alternativa aos maiores, mas sim como um sistema operacional móvel realmente relevante e com seus próprios destaques.

Além disso, Nadella comentou rapidamente sobre a Microsoft Band, a pulseira voltada para exercícios físicos que, para ele, é mais útil do que os smartwatches justamente por ter seus objetivos específicos. Seria uma indicação, então, de que a companhia não pretende embarcar nessa onda com seu próprio relógio inteligente? A resposta, claro, não veio na entrevista.

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