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Polícia encontra parte dos produtos roubados da Samsung no Paraguai

Por Redação | 15 de Agosto de 2014 às 17h45
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Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) encontraram nesta semana alguns itens levados no roubo milionário à fábrica da Samsung em Campinas, São Paulo, que aconteceu no mês passado. De acordo com informações do G1, parte da carga roubada, incluindo celulares e eletrônicos, estava sendo revendida em quatro lojas em Ciudad Del Este, no Paraguai.

O local está numa região conhecida como Tríplice Fronteira (ou Marco das Três Fronteiras), que reúne também, além do Paraguai, a cidade de Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná, e Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.

O dono de uma das lojas foi encaminhado para a delegacia do Paraguai para prestar depoimento. Segundo a Polícia Civil, durante as investigações os policiais receberam informações que a carga estaria sendo encaminhada para fora do país. A ação resultou na apreensão de aparelhos celulares, de informática e eletrônicos que foram roubados da Samsung. Nesta quinta-feira (14) foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

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Autoridades não divulgaram um balanço da operação, e a Samsung, procurada pela imprensa, ainda não se pronunciou sobre o caso.

O roubo

No dia 7 de julho, cerca de 20 criminosos invadiram a fábrica da Samsung na cidade de Campinas, interior de São Paulo, e renderam 50 funcionários e vigias. O bando então usou sete caminhões próprios para levar aproximadamente 40 mil peças, entre tablets, celulares e notebooks. Estima-se que os ladrões roubaram uma carga com valor total de R$ 14 milhões.

Autoridades locais afirmam que a quadrilha chegou à empresa por volta da meia-noite. Um pouco antes, os ladrões renderam trabalhadores da fábrica em uma estrada e levaram roupas e crachás de identificação das vítimas para ter acesso à instalação - um dos funcionários ainda foi levado sob poder do bando. Ao entrar na companhia, os 20 criminosos portando metralhadoras e fuzis renderam os seguranças do setor de distribuição e, em seguida, o vigias da portaria. Funcionários desse mesmo setor ficaram sob poder da quadrilha.

Dois dias depois do assalto, a Polícia Civil disse ter identificado 11 suspeitos do crime graças a imagens gravadas pelas câmeras de segurança do local. Segundo os policiais, os bandidos teriam conseguido entrar na fábrica da sul-coreana com ajuda de empregados da própria Samsung, pois pareciam saber exatamente onde estavam os produtos e qual caminho seguir no interior do edifício. Todos os produtos levados pelos criminosos não tinham sistema de rastreamento, o que dificultou o trabalho da polícia em encontrar a carga.

Não se sabe onde está o resto dos produtos levados pelos ladrões. No Paraguai, uma equipe de jornalismo da EPTV, afiliada da TV Globo, chegou a comprar um aparelho do comerciante que foi detido nesta semana. Ele vendia o dispositivo por um preço muito abaixo do mercado. O item foi devolvido para a polícia e a numeração de série indicava que o produto fazia parte dos itens roubados no assalto.

Vender ou comprar produto roubado é considerado crime no Brasil. O crime em questão é o de receptação, previsto no artigo 180 do Código Penal. Se for constatado que a pessoa adquiriu, recebeu, transportou, conduziu, ocultou ou induziu para que terceiros de boa-fé comprem produtos de crime, então essa pessoa está sujeita a multa e uma pena de um a quatro anos de reclusão.

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