Pesquisa: plataformas de e-mail marketing não são tão eficientes quanto se pensa

Por Luciana Zaramela | 27 de Julho de 2012 às 12h37

O e-mail marketing é o canal mais utilizado pelos varejistas online nos Estados Unidos, de acordo com um levantamento feito pela Multichannel Merchant. Mas, pelo menos no Brasil, as ferramentas de e-mail marketing enfrentam um sério problema.

De acordo com dados da Splio, empresa francesa especializada em gerenciamento e disparo de campanhas de e-mail marketing, aproximadamente 85% das mensagens enviadas nem sequer chegam às caixas de entrada dos destinatários. Tais dados foram obtidos como resultado de campanhas realizadas com mais de 400 empresas de comércio eletrônico que utilizavam as principais ferramentas para disparo de e-mail marketing.

Atuante no Brasil desde o final de 2011, a Splio relaciona o alto índice de falhas a um planejamento mal executado e à falta de uma legislação vigente no país, que não regula o disparo de e-mail marketing. Segundo Augusto Sorgi, diretor de Marketing da Splio do Brasil, "o e-mail marketing hoje é visto em alguns cenários como principal canal de marketing junto ao consumidor. Entretanto, apenas enviar emails sem um planejamento coeso, e falta de uma flexibilização para cada tipo de público causa um retorno abaixo das expectativas".

Outro ponto prejudicial relacionado à falta de sucesso destas ferramentas é a desregulamentação do setor de comunicação e marketing, uma vez que não existem regras para as empresas do ramo. Elas mesmas criam seus processos e acabam gerando spam. “Diferentemente da França, que já existe um regulamento seguido por todas as empresas que atuam no segmento do email marketing, incluindo a Splio, falta no Brasil um alicerce que aponte as melhores práticas deste mercado”, ressalta o executivo.

O crescimento do comércio eletrônico no Brasil já chegou à casa dos 30% ao ano, e o uso do e-mail marketing aumentou proporcionalmente. Ainda de acordo com Sorgi, é necessário ter parâmetros que norteiem os profissionais desta área, para que assim, melhores resultados possam ser colhidos.

"É possível dizer que, se tivéssemos o alinhamento dessas atividades, o crescimento do comércio eletrônico poderia ter sido ainda maior nos últimos anos”, finaliza Stori.

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