Pessoas que trabalham mesmo nos dias de folga correm mais riscos de saúde

Por Redação | 18 de Novembro de 2012 às 14h26

A empresa de rede Wi-Fi empresarial iPass divulgou recentemente os resultados de uma nova pesquisa que mostra que a saúde de trabalhadores móveis corre sérios riscos devido ao tempo gasto online mesmo nos dias de folga.

O estudo, que entrevistou 1.678 funcionários de mais de 1.000 empresas ao redor do mundo durante os meses de setembro e outubro deste ano, revelou que 60% dos empregados passam, pelo menos, seis horas online durante os finais de semana, e aproximadamente um terço gasta mais de 20 horas online entre os dois dias de descanso.

Os resultados apresentam um sério dilema para a saúde dos funcionários, já que o tempo que deveria ser gasto para descansar depois de uma semana agitada de trabalho está sendo consumido na internet. Segundo a iPass, a semana de trabalho prolongada aos finais de semana pode causar sérios problemas para a saúde, principalmente, se as pessoas passarem muito tempo sentadas.

Pesquisadores australianos descobriram que passar longos períodos sentado aumenta o risco de morte e, por isso, os médicos recomendam que as pessoas que passam muito tempo sentadas na frente do computador devem fazer um "esforço extra para se manterem ativas fisicamente durante seus períodos de descanso".

Outro dado apresentado pelo levantamento da empresa mostra que quando os trabalhadores resolvem descansar, eles não passam mais do que quatro horas sem acessar a internet através de seus dispositivos móveis e 'dar uma olhada' no e-mail do trabalho.

Além disso, trabalhadores móveis, que utilizam laptops, smartphones e tablets para trabalhar, consideram uma verdadeira distração a imensa quantidade de e-mails recebidos. Por isso, a iPass recomenda que as empresas tenham o cuidado de implantar alguns dias livres de e-mails, por exemplo, evitando muitas distrações.

Trabalhadores smartphones

42% dos funcionários utilizam seus próprios aparelhos móveis no trabalho

O estudo do iPass, realizado a cada trimestre, também notou um aumento no percentual de funcionários que utilizam seus smartphones para questões profissionais, de 42% primeiro semestre de 2011 para 46% no mesmo período de 2012. A pesquisa mostrou ainda que o número de aparelhos móveis disponibilizados pelas empresas diminuiu de 58% do último ano para 33% em 2012.

A pesquisa revelou também que o iPhone, da Apple, continua sendo o dispositivo preferido pelos trabalhadores com 53%, acima dos 45% registrados no último ano. O uso de aparelhos equipados com Android também registrou aumento no período, de 21% em 2011 para 34% neste ano.

Já o uso dos aparelhos BlackBerry, produzidos pela RIM (Research In Motion), apresentou diminuição ao longo do ano de 32% de adesão dos trabalhadores em 2011 para 26% em 2012. E os aparelhos Windows Phone foram usados por apenas 5% da força de trabalho móvel no ano.

No quesito tablets, 59% dos entrevistados afirmaram que esperam usar mais tablets a partir de 2013 e o iPad, também da Apple, lidera o ranking de preferência, com 54%.

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